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Amazônia
PAIXÃO SILVESTRE

Veterinária apaixonada pela fauna é voluntária no manejo de animais, em Manaus

Jucileide Araújo faz atendimentos de forma voluntária a animais resgatados e levados até ela 04/06/2017 às 21:17 - Atualizado em 04/06/2017 às 21:41
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A médica veterinária Jucileide Araújo com sua jiboia macho, o ‘Xepa'. Foto: Arquivo Pessoal
Mônica Prestes Manaus

O consultório veterinário localizado no conjunto Eldorado, na Zona Centro-Sul,  é o local de trabalho da médica veterinária Jucileide Araújo, 35, uma apaixonada pela fauna silvestre, especialmente a amazônica, apesar de, na maior parte do tempo, seus clientes serem cães e gatos.

Para quem cria uma jiboia no próprio quarto, no entanto, receber no consultório uma tartaruga, aves exóticas, mucuras, cobras, filhotes de preguiça, de jacaré e até de porco-espinho não é nada demais. Essa é a rotina de Jucileide, que faz atendimentos de forma voluntária a animais resgatados e levados até ela.

“Depois de uma avaliação e primeiro atendimento, decidimos se o animal será solto ou se precisa ser encaminhado ao Cetas, e o encaminhamos”, explicou Jucileide.

Segundo ela, a maioria dos “pacientes” silvestres que chegam ao consultório dela são aves, cobras e quelônios, mas é comum aparecerem outras espécies, como preguiças, morcegos e até um gavião-carijó, que certa vez foi levado até ela por um cidadão que viu o animal se enroscar em uma linha de papagaio. “Nesse caso, conseguimos desenrolar o fio e devolvê-lo à natureza, mas já recebi muitos animais bem maltratados, como jacarés feridos com terçadadas, cobras atropeladas, porcos-espinho espancados... As pessoas ficam com medo e, em vez de acionar o resgate, agridem o animal para tentar contê-lo e, muitas vezes, ele já chega aqui em choque”.

Formada em uma faculdade particular de Manaus, Jucileide estagiou no Zoo do Rio de Janeiro, onde refinou a paixão pelos silvestres que já vinha desde a infância, como boa “cabocla”. “Sempre tive contato com fauna silvestre dentro de casa e desde criança queria ser veterinária de silvestres. Não me vejo fazendo outra coisa”, revelou.

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