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Manaus Hoje
APÓS AUDIÊNCIA

Apesar de provas, juiz liberta suspeitos de assalto e tráfico em menos de 24h

Dupla foi presa na noite de sábado (8) pela polícia com dois carros de luxo, dinheiro e drogas 09/10/2017 às 21:20 - Atualizado em 10/10/2017 às 07:24
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O assaltante e traficante de droga Leandro Jerônimo Cidade, o “Sexo”, 32, e Joabison Oliveira Mota, de 28, não ficaram nem 24 horas presos e foram colocados em liberdade pelo juiz plantonista Genezino Braga na audiência de custódia realizada na tarde do último domingo.

A dupla foi presa na noite de sábado por policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), com, de acordo com a polícia, dois carros de luxo, R$ 5 mil em espécie e 1 quilo de entorpecente. De acordo com informações policiais, “Sexo” responde a dois processos na Justiça e já foi preso três vezes.

Perante o juiz, “Sexo” contou que foi torturado pelos policiais que o prenderam. O juiz decidiu conceder liberdade provisória com a aplicação de medidas cautelares. O mesmo deverá comparecer em juízo de 30 em dias e ainda não sair de casa durante a noite.

De acordo com o capitão Renan Carvalho, que comandou a ação policial, “Sexo” era o responsável pelo esquema de venda droga do presidiário e traficante de droga Hebert Bastos Andrade, que está cumprindo pena no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista).

Conforme o capitão, os dois veículos de luxo – uma BMW placa NOR-0909, que está no Detran em processo de transferência  para o nome de um irmão de Hebert - e uma Troller de placa MOD 0006 – que era usado para a venda de entorpecentes - também pertenciam ao traficante.

Os policiais descobriram ainda um casarão pertencente a Hebert, que os criminosos chamam de sítio localizado em um terreno na comunidade Santa Marta, estrada AM-010, cuja construção ainda não foi concluída. O caseiro que toma conta da propriedade confirmou que a mesma pertence ao empresário do tráfico.

Interrogatório

“Sexo” começou a ser seguido pela polícia depois que ele deixou os familiares de Hebert em casa, no conjunto Beija-Flor, na avenida Pedro Teixeira. Durante o interrogatório, confessou à polícia que era ele quem administrava os negócios do tráfico para o “chefe”, recebia droga, distribuía nos pontos de venda, recolhia o dinheiro e fazia pagamentos. No telefone celular que Sexo usava atualmente, os policiais encontraram mensagens de Hebert para ele, dando ordens para que fossem cumpridas pelo gerente. Os policiais apreenderam o documento da BMW também. Durante a revista feita no veículo, os policiais encontraram a chave da BMW. Os suspeitos então forneceram a localização da BMW, que foi encontrada na casa de familiares de Sexo, avenida Luís de Camões, no Santo Antônio, Zona Oeste.

“Chefão” é de Parintins

Segundo a Rocam, os dois suspeitos foram localizados após uma denúncia anônima sobre a venda de drogas que ocorria na avenida J, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste de Manaus.  No momento da prisão a dupla estava no jipe, e dentro do veículo foi encontrado um quilo de maconha.

Hebert Andrade era empresário do ramo de combustível no Município de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus). Ele foi preso pela 1ª vez no bairro da Glória transportando uma mala com cocaína. Atualmente ele  responde a  dois processos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), todos por tráfico de droga - um deles por prisão pela Polícia Federal no município de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus) e outro por policiais do 18º Distrito Policial (DIP). Na cadeia ele é respeitado pelos outros presos e não se envolve com facções criminosas.

Hebert está indiciado no processo do assassinato do suposto traficante de drogas Sandreloni Nunes Rodrigues, 26, o “Magrelo” ou o “Sandrinho”, em outubro de 2010. O corpo de Magrelo foi encontrado no interior de uma picape Hilux, de cor branca e de placas JXS-5454, abandonada na avenida do Turismo, no bairro Tarumã, Zona Oeste.

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a picape pertencia ao empresário Hebert Andrade. Debaixo do banco traseiro do veículo a polícia encontrou uma metralhadora e vários carregadores com munições de pistola calibre 9 mm, de uso restrito das Forças Armadas.

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