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DÚVIDA

Após prender último envolvido em homicídio de maquiador, polícia ainda busca motivação

Dione, 25, foi apresentado como quem ajudou o assassino a fugir. Dois meses depois do crime, a polícia ainda não confirma a motivação 06/11/2017 às 11:32 - Atualizado em 06/11/2017 às 15:57
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Foto: Jander Robson
Dani Brito Manaus (AM)

Dione Costa dos Santos, 25, mais conhecido como “Macaquinho”, foi apresentado na manhã desta segunda-feira (6) pela Polícia Civil, em Manaus, apontado como o sexto e último participante no assassinato do maquiador e cabeleireiro João Felipe de Oliveira Martins, ocorrido no dia 30 de agosto deste ano em um salão de beleza no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul da cidade. Segundo a polícia, foi ele quem ajudou o assassino no crime a fugir.

De acordo com o delegado Juan Valério, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Dione era o último envolvido no assassinato que faltava ser preso. “Desde o dia do crime estávamos em diligência para elucidar este crime. No dia 9 de setembro prendemos a mulher que entrou no salão junto com o atirador, identificada como Gessica Alves Alho. A partir daí fomos montando o quebra cabeça e conseguimos chegar aos outros envolvidos, inclusive o mandantes, que já se encontravam dentro do sistema prisional”, destacou.

Além de Dione e Gessica, também foram presos e indiciados pelo crime mais quatro pessoas: o suspeito de ser o mandante do assassinato, José Mateus da Costa Vieira, 28, o “Sapo”, detento do sistema prisional do Amazonas e envolvido no assassinato da irmã do maquiador – morta em 2011 quando João Felipe tinha 14 anos –; o atirador que matou a vítima, Diego Sabino de Araújo, 27, o “Olhão”; Hadyson Rafael Bonates, outro detento do sistema prisional que também teve participação no crime; e Alana Holanda de Freitas, 21, a pessoa que forneceu o contato de Gessica Alho para Hadyson.

Apesar de prender todos os envolvidos no crime, a Polícia Civil continua sem descobrir a motivação do assassinato. “Todos esses têm participação no crime. Ainda não temos a motivação, mas isso não prejudica o inquérito. Iremos finalizá-lo e encaminhá-lo à justiça”, disse o delegado Juan Valério.

O assassinato

O cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins foi morto com quatro tiros dentro do salão de beleza onde trabalhava, o Sempre Bella, localizado na rua Rio Tarauacá, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul da capital. O crime aconteceu há dois meses, na tarde do dia 30 de agosto deste ano, enquanto o estabelecimento funcionava, na presença de funcionários e clientes

A vítima foi surpreendida pelo atirador Diego Sabino de Araújo, que correu em direção a Felipe e efetuou os disparos à queima-roupa nas regiões da cabeça, peito, braço, mão e perna. O atirador entrou no estabelecimento acompanhado de Gessica, que se fingiu de cliente. Após os disparos, os dois fugiram, mas tudo foi registrado por câmeras de segurança que ajudaram a polícia nas investigações.

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