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Manaus Hoje
CASO ANDRESSA CASTILHO

Após prisão de foragido, desaparecimento de Andressa é tratado como homicídio

Alex da Silva Sabóia, 45, foi preso na comunidade São Francisco, no município de Manacapuru. Andressa Castilho de Souza, 23, está desaparecida desde novembro de 2017 quando saiu de casa para visitar companheiro em presídio 13/11/2018 às 21:18
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Além de estar envolvido no desaparecimento de Andressa, Sabóia também é apontado como responsável pela morte de Daniel Ferreira. Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O foragido do regime semiaberto Alex da Silva Sabóia, 45, principal suspeito do assassinato do presidiário Daniel Ferreira Chaves, e envolvido na morte da vendedora Andressa Castilho de Souza, ambos dados como desaparecidos desde novembro do ano passado, foi preso na comunidade São Francisco, município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, por policiais da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop), em conjunto com a Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops).  Na época do desaparecimento, Andressa havia saído de casa para visitar o companheiro no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Para o secretário de Segurança Pública, Amadeu Soares, a prisão de Alex Sabóia é um passo importante nas investigações de um crime considerado macabro, ocorrido na área de mata do Compaj. “Muitas pessoas envolvidas ainda vão ser presas. Com a prisão de Alex, vamos conseguir informações do ‘modus operandi’ do crime que resultou na morte de Daniel, além da motivação do desaparecimento e possível assassinato de Andressa, que gerou muita comoção na época. Em breve, devemos elucidar o caso”, afirmou.

De acordo com o secretário executivo adjunto de Operações, Guilherme Torres,  Alex vinha sendo investigado há um ano e é tido como peça-chave para desvendar o desaparecimento de Andressa e morte do detento Daniel. “Nossa equipe vinha monitorando a casa de Alex há vários dias. Montamos algumas operações para prender o foragido e conseguimos lograr êxito. Ele foi preso dentro de casa e não reagiu à prisão”, informou o secretário.

Ainda de acordo com Torres, a partir de agora, o desaparecimento de Andressa passou a ser tratado como um caso de homicídio, uma vez que apesar estar desaparecida há um ano, a polícia até então não possuía  nenhuma prova técnica, testemunhal, ou autor preso que confirmasse  a morte da jovem.

“A peça principal para dar uma linha de investigação era a prisão do Alex Saboia. Nós temos dois homicídios, do Daniel e da Andressa. No ano passado, durante as investigações, descobrimos que os envolvidos nessas mortes eram integrantes uma organização criminosa que agiam dentro do semiaberto do Compaj. Agora posso garantir que mais prisões de envolvidos nesse caso vão acontecer e não descartamos nenhuma hipótese, nem mesmo o envolvimento do marido de Andressa”, disse Guilherme Torres.

Inquéritos

Dois inquéritos policiais foram instaurados pela Seaop para apurar os assassinatos. Alex foi preso em cumprimento a mandado de prisão temporária, deferido no plantão criminal pela juíza de direito Aurea Lina Gomes Araújo.

 Família diz que tem esperança

O pai de Andressa, pastor Rilson Moraes, afirmou que nunca perdeu a esperança de que a polícia encontraria os envolvidos no desaparecimento da jovem.  “Tenho fé em Deus que vamos descobrir quem fez isso com a minha filha e poder encontrar o corpo dela. Ela merece um enterro digno e também precisamos de respostas, pois os filhos dela até hoje esperam a mãe voltar para casa”, disse. 

Andressa Castilho desapareceu dia 28 de novembro de 2017, após visitar e levar mantimentos ao companheiro, o detendo identificado como Júlio Cesar.  De acordo com o registro de entrada e saída de visitas na penitenciária, Andressa entrou na unidade por volta das 8h07 e saiu do local às 9h58. Imagens do circuito interno e externo do Compaj mostram Daniel e Andressa conversando perto de uma árvore, em frente ao semiaberto. Depois disso, a jovem não foi mais vista.

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