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Manaus Hoje
Origem dos tiros

Armas de PMs envolvidos em tiroteio que matou assistente social serão periciadas

Os policiais foram ouvidos e também submetidos a exames residológicos. O objetivo é tirar todas as dúvidas sobre quem foi o autor dos disparos que mataram Thammyrys Alexandre 22/07/2016 às 09:33 - Atualizado em 22/07/2016 às 09:53
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As armas passarão por exame comparativo de balística com o projétil encontrado no carro da vítima (Foto: Divulgação)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Sete policiais militares envolvidos na troca de tiros com criminosos e que resultou na morte da assistente social Thammyrys Alexandre, 24, na rua Corina Dantas, Compensa, Zona Centro-Oeste, tiveram as suas armas recolhidas e foram submetidos a exames residológicos na manhã de ontem, segundo informou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Augusto Sérgio.

De acordo com o comandante, os policiais também foram encaminhados à Diretoria de Justiça e de Disciplina (DJD) onde foram ouvidos em procedimento administrativo. O comandante explicou que o objetivo dos exames é tirar todas as dúvidas sobre o autor dos disparos que acertaram Thammyrys e que resultou na sua morte. As armas serão submetidas a exame comparativo de balística com o projétil que foi encontrado no carro da vítima.

Em nota distribuída à imprensa ontem, a PM afirmou que um dos infratores tentou pegar de assalto um carro onde estava Thammyrys, a qual foi atingida por um disparo de arma de fogo, vindo a falecer. Ainda segundo a PM, possivelmente a vítima tentou reagir a tentativa de roubo e os criminosos atiraram nela.

No entanto, a família da vítima contesta a versão da polícia. De acordo com o cunhado da assistente social, Henri Braga, 26, o projétil que atingiu o corpo da vítima saiu de uma pistola PT 40, arma de uso restrito das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal. Para ele, a morte de Thammyrys foi resultado do despreparo da polícia que entrou atirando pelas ruas de um conjunto residencial.

“Não só ela, mas outras pessoas poderiam ter morrido, inclusive crianças que estavam voltando das escolas e que caminhavam pelas ruas”, disse o cunhado.

Henri reclamou ainda da demora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que segundo ele, apesar de ficar a dois quarteirões do local do crime, levou 40 minutos para chegar, e quando a ambulância chegou, não tinha médico, haviam apenas dois enfermeiros que não sabiam como fazer estancar o sangue e, para piorar, quando a médica veio não trouxe o desfibrilador, usado para reanimar pessoas.

Thammyrys foi velada ontem na igreja Santa Rosa de Lima, no conjunto Xingu, bairro Compensa. Segundo a família, o sepultamento de Thammyrys ainda não tinha previsão para acontecer. Eles ainda aguardam a chegada do pai da vítima, que vinha especialmente para a formatura da irmã dela. No local, todos estavam abalados com a morte da assistente social.

‘Ela era trabalhadora’​

Thammyrys Alexandre ia ao salão de beleza se preparar para a colação de grau da irmã. “Ela era uma ótima pessoa. Trabalhadora e tranquila. É uma tristeza tudo isso”, desabafou Henry Braga, 26, ao falar da morte da cunhada, assassinada  na tarde da última  quarta-feira.

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