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Manaus Hoje
crime bárbaro

Assassino da menina Jhuliany pede para ficar preso 20 anos em isolamento

Arrependido, Francinaldo Pereira disse que estava drogado e a matou estrangulada com as mãos 14/06/2016 às 22:45 - Atualizado em 14/06/2016 às 22:51
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Fotos: Joana Queiroz
Joana Queiroz Manaus (AM)

Vinte anos de prisão, no mínimo, para serem cumpridos em isolamento, é o que pediu o ajudante de pedreiro Francinaldo Marialva Pereira, o Naldo, 26, assassino confesso de Jhuliany Souza da Silva, de apenas 7 anos. Nesta terça-feira (14), Naldo disse estar arrependido de ter matado, estuprado e enterrado a menina em uma cova rasa, a menos de três metros da porta da cozinha da casa onde ele mora com a família, na rua Jeri, Novo Aleixo. E pediu para ser condenado à pena máxima: “Depois de tudo que eu fiz, me considero um monstro”. 

Naldo foi preso por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na tarde da última  segunda-feira depois de ter sido entregue à polícia pela própria mãe. Com as mãos trêmulas e falando em  tom baixo, revelou detalhes do crime, revoltando principalmente os moradores do Novo Aleixo, onde a vítima e o assassino moravam.

Por volta do meio-dia ele estava só, abriu o portão da casa, quando olhou para rua, viu a criança parada na frente da casa onde morava. “Eu estava drogado. Sei lá o que aconteceu, me deu uma doideira e a chamei lá pra casa”, contou.

“Eu a matei enforcada com as mãos, ela não chorou e nem gritou. Quando vi que ela estava imóvel, baixei a roupa dela. Foi rápido porque fiquei nervoso. Só trisquei e tirei”, afirmou, alegando não ter estuprado a criança.

Naldo afirma que esperou aproximadamente cinco minutos para que a menina voltasse a si, mas como isso não ocorreu ele pegou uma enxada, abriu uma cova rasa e enterrou o corpo. “Desde lá não consigo mais dormir, nem comer”, revelou.

Naldo disse que está arrependido, pediu perdão da mãe da menina, mas não derramou nenhuma lágrima. Pediu, também, perdão à sua própria família. Ele chegou a ajudar os parentes da vítima nas buscas, carregou a mãe de Jhuliany quando ela desmaiou ao saber que a criança estava desaparecida e participou das orações pelo aparecimento da menina. “Eu já ia contar onde ela estava, mas a minha mãe me entregou à polícia primeiro”, revelou.

O delegado Ivo Martins e Luis Rocha que comandaram a investigação disseram que Naldo vai responder pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. “Ainda não sabemos se quando ele a estuprou ela estava viva ou morta”, declarou o delegado Luiz Rocha.

Apoio da OAB à familía

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), por meio da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente, firmará um termo de parceria com a Polícia Civil para a reformulação da sala de atendimento às vítimas da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A Ordem também designou dois advogados para atuarem no processo relacionado à morte de Jhuliany.

Revolta da mãe

“Eu quero que esse monstro seja torturado até morrer e pague tudo que ele fez com a minha filha”. Este é o desejo de Lucenilda Souza da Silva, 38, mãe da menina Jhuliany.

Chorando muito e segurando um banner com a fotografia da filha, ela foi para a apresentação de Francinaldo Marialva. Ao vê-lo passando, ela não resistiu e gritou: “assassino, assassino. Tu és um monstro!”.

Visivelmente abalada, Lucenilda frisou que Jhuliany era a sua filha caçula, vaidosa e sonhava em ser veterinária. Ela arrumava as roupas e o material escolar da filha. Às vezes chorava e apertava contra o peito alguma coisa que mais lembrava a sua pequena.

“Isso vou guardar para sempre comigo”, disse. Lucenilda procura um novo local para morar porque está difícil sair e dar de cara com a casa do assassino de sua filha e o local onde ela foi morta e enterrada.

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