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Manaus Hoje
Baleado por passageiro

Baleado diz que participou de assalto porque precisava pagar pensão do filho

Bruno Diogo Corrêa Chaves está com uma bala alojada em um das bochechas. O comparsa dele morreu depois que foi atingido por tiros disparados por um passageiro do ônibus 822 que reagiu ao assalto 27/07/2016 às 05:00 - Atualizado em 27/07/2016 às 09:05
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Bruno Diogo Corrêa Chaves Foto: Márcio Silva
Joana Queiroz Manaus (AM)

“Eu só topei fazer o assalto porque precisava de dinheiro para pagar a pensão do meu filho que estava atrasada”. Essa foi a justificativa que Bruno Diogo Corrêa Chaves, 28,  disse, na última terça-feira (26),  para cometer o assalto frustrado no micro-ônibus executivo da empresa Levy Transportes, da linha 822 ocorrido na manhã da última segunda-feira na avenida Djalma Batista, Chapada, Zona Centro-Sul.

Durante o assalto, Bruno levou cinco tiros e conseguiu sobreviver. O  parceiro dele, Leonardo das Chagas Costa, o “Leozinho”, 21, não teve a mesma sorte, também recebeu cinco tiros, a maioria nas costas, e morreu no local. Os disparos foram feitos por um passageiro que reagiu ao assalto atirando contra os criminosos com uma pistola calibre 380.

O sobrevivente foi encaminhado na tarde de ontem para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. Antes, ele passou pelo Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito, onde falou sobre o crime do qual participou.

Bruno contou que conheceu Leozinho havia mais de dois anos. Os dois jogavam pelada em um campo na Cidade Nova, mas que não sabia que ele tinha envolvimento com o crime.  Na semana passada, Bruno revelou ao amigo que estava desempregado e precisando de dinheiro para pagar a pensão atrasada do filho e que a mãe da criança estava ameaçando denunciá-lo na Justiça.

Na segunda-feira passada, Leozinho o chamou para fazer uma “parada” para conseguir dinheiro. Os dois marcaram encontro às 9h em frente ao shopping Manaus Plazza, na avenida Djalma Batista.  Por volta das 11h, os dois entraram no micro-ônibus e foram para as últimas cadeiras.

Logo em seguida, Leozinho tirou um simulacro de arma de fogo que tinha na mochila, anunciou o assalto, mandou que o motorista diminuísse a velocidade do veículo e mandou que todos entregassem seus pertences. “Isso é um assalto e entregue dinheiro, celular para o mano”, ordenou o assaltante.

Bruno revelou que estava começando a recolher os pertences dos passageiros quando recebeu os primeiros tiros na perna. Mesmo caído, ele e Leozinho, que levou os tiros pelas costas, foram se arrastando para fora do veículo, que nessa hora estava já parado.  “Quando eu estava fora, caído, na rua a pessoa que atirou disse que era policial”, disse Bruno. 

Homicídio ainda não é investigado

Bruno Digo Corrêa Chaves, 28,  foi levado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e  recebeu alta ontem de manhã de ontem. Ele foi encaminhado para o 23º Distrito Policial, no Parque 10 de Novembro, onde foi autuado em flagrante pelo delegado Demétrius de Queiroz pelo crime de roubo qualificado.  O caso de homicídio de Leozinho está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).   Ontem, o titular da especializada, Ivo Martins, disse que ainda não iniciou as investigações porque há outros casos que são prioridades e que a morte de Leozinho será investigada em conjunto com os demais delegados.

Sem pistas do assassino

Bruno Diogo Corrêa Chaves, 28, foi alvejado com cinco tiros, sendo um em cada perna, um em cada braço e outro, que entrou no lado  esquerdo do rosto  cuja  bala está alojada na mandíbula.    O delegado da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, disse que a polícia ainda não conseguiu identificar o autor dos disparos que mataram Leozinho e acertaram Bruno. “Nós ainda não temos a identificação dessa pessoa, não sabemos quem é ela”, afirmou.

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