Sábado, 19 de Outubro de 2019
DEPUTADO INDIGNADO

‘Bandido bom é bandido morto’, diz deputado Cabo Maciel ao comentar morte de PM

O parlamentar defendeu medida extrema ante a fragilidade da população e o assassinato do policial Sebastião Figueira, 46, morto semana passada durante um assalto



1024253.JPG As declarações do deputado foram dadas à TV Assembleia (Euzivaldo Queiroz)
05/07/2016 às 20:54

O deputado Cabo Maciel (PR) defendeu a tese de que “bandido bom é bandido morto”.  “É um dizer antigo. E que tem que prevalecer porque ele (bandido) quando de posse de uma arma que vai assaltar, vai preparado para matar, vai preparado para morrer. Isso é fato. E não pode tombar um agente de segurança pública”, disse o parlamentar, ao comentar a morte do sargento da Polícia Militar Sebastião Figueira da Silva, 46, na semana passada, baleado durante um assalto a um mercadinho no bairro União da Vitória, Zona Norte de Manaus, quando prestava serviço de segurança.

Em entrevista à imprensa e à TV Assembleia, emissora que transmite a programação da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Cabo Maciel criticou atuação dos órgãos que defendem os direitos humanos. Disse que deveriam visitar o velório de um policial assassinado “para procurar saber como está passando a família desse servidor perante o falecimento trágico e prematuro do seu ente querido. Eu não vejo e se tiver por favor me mostre. Será que todo mundo está com medo de afrontar o tráfico de drogas, com medo de afrontar os traficantes no nosso Estado?”. 



O parlamentar enfatizou que deve haver uma ação incisiva, nos moldes “olho por olho”, para combater a criminalidade. “Se a gente tiver medo, é melhor recuar e eles assumirem porque caso contrário, se não tiver um combate incisivo, forte e firme, olho por olho, dente por dente, policial militar não pode ser tombado sem ter um retorno. Portanto, é necessário que a gente combata firme isso para que a gente não possa toda semana chorar o falecimento de um servidor de segurança. E uma coisa é certa, bandido bom é bandido morto. Isso é fato. É um dizer antigo. E que tem que prevalecer porque ele quando de posse de uma arma que vai assaltar, ele vai preparado para matar, vai preparado para morrer.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da ALE-AM, Cabo Maciel enfatizou a prática que deve ser adotada pela polícia no combate ao crime. “Entre um policial militar e um bandido tem que morrer o bandido. Sob a penalidade de não tomarmos as providências. E a gente ter o crescimento dessa força maldita dentro do Estado e quem vai pagar por isso é a própria sociedade. Porque o cidadão não vai poder sair de casa para nada se já estão afrontando o Sistema de Segurança, se estão matando policiais toda semana”, afirmou.

Ele fez um apelo ao Ministério Público e ao Judiciário para não serem condescendentes com assassinos de policiais. “E aí eu peço ao Ministério Publico, eu peço ao Judiciário, duas instituições que eu tenho extremo respeito, que eu tenho a convicção de que trabalham corretamente zelando a Constituição, zelando as leis do nosso País, que não possam permitir em hipótese alguma que um assassino de policiais, que hoje é crime hediondo, esteja solto sem pagar a sua penalidade”.

Sob a legalidade

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas informou que todos os policiais que atuam no sistema civil ou militar devem agir dentro da legalidade, com firmeza técnica e inteligência. Desde o ano passado, a SSP-AM destaca que os órgãos de segurança do Estado, intensificaram as ações de combate ao tráfico de drogas e ao crime organizando, resultando em mais de 10 mil prisões somente em 2015 em Manaus.

Neste ano, em média, por mês, mais de 700 presos foram encaminhados às unidades prisionais do Estado, fruto do trabalho integrado das Polícias Civil e Militar. Desde o passado até junho deste ano, o forte combate a organizações criminosas resultou em apreensões recordes de 17 toneladas de drogas (13 toneladas em 2015 e 4 toneladas em 2016), uma das maiores quantidades já aprendidas no Estado nos últimos dez anos.

Também foi neste ano, que pela primeira vez em dez anos, que a SSP-AM registrou redução de homicídios na capital e no interior do Estado, índice que mês a mês aumentava. Desde janeiro até junho de 2016, as mortes por assassinatos em Manaus reduziram cerca de 12% em relação a 2015. O número também é menor em relação a 2014, quando os recursos para a Segurança eram mais que o dobro.

O que diz a lei

O artigo 286 do Código Penal diz que “incitar, publicamente, a prática de crime” resulta em pena de detenção, de 3 a 6 meses, ou multa.   Na sexta-feira, a polícia prendeu, em Manacapuru, Daniel Costa, o “Danielzinho”, assaltante e suspeito de ser o autor dos tiros que mataram o sargento.


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