Sábado, 24 de Julho de 2021
Polícia

Briga por herança motivou morte de peixeiro, diz polícia

Quase duas semanas depois da morte do peixeiro Adinaldo Faria de Souza, 44, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) concluiu que o assassinato foi resultado de uma trama em família por “herança”, “seguro de vida” e “dinheiro” da vítima



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02/03/2021 às 20:28

Quase duas semanas depois da morte do peixeiro Adinaldo Faria de Souza, 44, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) concluiu que o assassinato foi resultado de uma trama em família por “herança”, “seguro de vida” e “dinheiro” da vítima.

Com o avanço das investigações, a polícia chegou até Rosângela da Silva Monteiro, esposa da vítima, então, mentora do assassinato. Ela foi presa juntamente com Douglas Victor Vargas Costas, 19, nesta terça-feira (2).



Uma adolescente de 17 anos, filha da vítima, foi apreendida no mesmo dia do crime pela equipe da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Ela confessou o envolvimento no assassinato do pai.

Em depoimento, a jovem disse que tinha um relacionamento conturbado com o pai, por ele ser agressivo e autoritário. Por conta disso, ela contratou três homens para matar Adinaldo e deixou a porta aberta da residência.

O crime ocorreu no início da madrugada de 22 de fevereiro deste ano, na rua Peixe Cavalo, na comunidade União da Vitória, no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. Os homens invadiram a casa do peixeiro, e acordaram os moradores exigindo dinheiro e fazendo ameaças com facas.

Ao impedir a invasão, Adinaldo travou luta corporal com um dos homens, identificado como Sandro Marques de Campos, 25, que foi esfaqueado e morreu no local. Na ocasião, o peixeiro acabou levando uma facada no pescoço.

Em seguida, outros dois criminosos conseguiram fugir, levando a quantia de R$ 7 mil da residência. Adinaldo foi socorrido e encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul, onde não resistiu ao ferimento.

A princípio, o crime era tratado como latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, as investigações apontaram que Rosângela e as filhas demostravam ambição pelos bens da vítima, como dinheiro e patrimônio.

Adinaldo mantinha R$ 40 mil depositado em uma agência bancária, um seguro de vida em dinheiro e uma propriedade no município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus).

As investigações continuam no sentido de identificar outros envolvidos na trama diabólica, uma adolescente de 14 anos, filha da vítima, e outro homem. Rosângela, Douglas Victor e adolescente de 17 anos seguem à disposição da Justiça.


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