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LUTO NO EXÉRCITO

Cabo do Exército é morto em garupa de moto após ser alvejado por policiais

Homem que guiava moto disse que ambos estavam sem capacetes e acelerou ao ver viatura, iniciando perseguição que culminou nos disparos fatais 11/09/2017 às 11:52
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Mãe de João Kenedy é consolada pelo comandante do rapaz (Foto: Jander Robson)
Dani Brito Manaus

O cabo do exército João Kenedy Ribeiro Evangelista, 21, foi morto durante a madrugada desta segunda-feira (11), no momento que retornava para casa, saindo de uma festa. O fato ocorreu na rua Granitos, na comunidade Nova Floresta, bairro Tancredo Neves, zona Leste de Manaus. A morte do jovem está relacionada a um "confronto policial", segundo a Polícia Civil.

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o cabo foi atingido com um tiro na cabeça e morreu no local. Uma testemunha do crime informou que estava com João na hora do crime. Ele relatou que ambos estavam sem capacete e ao verem a aproximação de uma viatura da Polícia Militar resolveram acelerar. Os policiais então os perseguiram e em seguida atiraram contra a dupla. João estava na garupa e acabou sendo alvejado. Ele caiu da moto enquanto o colega foi embora, com medo de também ser alvejado.

Familiares da vítima estão revoltados com a conduta dos policiais que deram o tiro fatal. "Meu filho era trabalhador e estudava para dar para a família uma vida melhor. Se ele não parou para os polícias, que eles parassem a moto de outra forma, mas não atirando na cabeça. Meu filho não era bicho para morrer sendo caçado ", relatou a mãe do cabo, Andrea Cristina, 42.

Ainda segundo ela, o filho sempre teve o sonho de entrar para o exército e era um filho exemplar. "Viemos de Parintins para cá há três anos para ele entrar para o exército. Nunca imaginei que aqui ele iria morrer. Como vou fazer agora? Como vou levar ele de volta para Parintins assim, morto?", lamentou.

Oficiais do Centro de Embarcação do Comando Militar da Amazônia (Cecma) estiveram na casa de João para prestar solidariedade à família.

O crime está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Segundo o delegado Juan Valério, a testemunha do crime será ouvida na Delegacia, assim como os policiais envolvidos.

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