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Manaus Hoje
NEGLIGÊNCIA?

Casal perde bebê e acusa maternidade Balbina Mestrinho por negligência

Jocimar Antônio da Silva Cavalcante e Márcia Carvalho Cavalcante acusam a Maternidade Balbina Mestrinho de negligência médica. A primeira filha do casal nasceu morta após a mulher buscar atendimenhto na Unidade por duas vezes 25/11/2016 às 10:32 - Atualizado em 25/11/2016 às 14:18
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Jocimar Antônio da Silva Cavalcante registrou B.O. e diz que vai querer Justiça após morte da filha (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Rita Ferreira Manaus

Dor, tristeza e revolta são os sentimentos do casal Jocimar Antônio da Silva Cavalcante, 52, e Márcia Carvalho Cavalcante, 37, após o nascimento da primeira filha. A criança nasceu morta após a mãe buscar atendimento médico na Maternidade Balbina Mestrinho, no bairro Praça 14, zona Sul de Manaus, por duas vezes: nos dias 9 e 10 de outubro. A família acusa a Unidade de negligência médica, após a mulher receber alta no dia anterior ao óbito, mesmo apresentando dor, pressão alta e gravidez de risco.

No domingo (9), Márcia sentiu muitas dores e foi levada pelo marido à maternidade. No local, a médica realizou exame de toque e disse  que ela ainda não tinha contrações. Receitou uma injeção com medicamentos para amenizar a dor e deu alta para a paciente.

Jocimar relata que a unidade foi informada por ele através da caderneta de acompanhamento da UBS em que ela fazia o pré-natal que o bebê era saudável, apesar de a gestação ser considerada de risco devido a idade da mãe (37 anos) e a tratamentos de sífilis e epilepsia feitos durante a gravidez. 

“Eu pedi que a médica fizesse um ultrassom na minha mulher, mas ela disse apenas que não precisava porque ela não teria o bebê logo”.

Em casa, as dores aumentaram e no dia seguinte, apresentando sangramento e sem sentir movimentos do bebê, Márcia foi levada novamente para a maternidade.  “A minha esposa estava com muita dor, não sentia mais a criança e quando chegamos à maternidade o sangramento aumentou muito, ela estava com pressão alta e foi levada direto para o centro cirúrgico”, relata.

Segundo o prontuário médico, Márcia apresentou choque hemorrágico, descolamento prematuro da placenta, distúrbio de coagulação e insuficiência renal. A gravidez de 35 semanas e 2 dias terminou com a retirada da criança morta e do útero.

A mãe ficou intubada por 14 dias e saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 29 de outubro. ““Eu quero que a Susam veja os profissionais que está colocando nas maternidades, pessoas que não são arrogantes como a médica foi com a minha mulher, que não estão preocupados em ajudar as pessoas, em salvar vida. Como fica minha mulher? Doente e sem a filha?”, concluiu.

Caso será investigado
Jocimar fez um Boletim de Ocorrências no 1º Distrito Integrado de Polícia no dia 17 de outubro contra a médica que prestou atendimento e contra a maternidade Balbina Mestrinho.

A família afirma que vai procurar o Conselho Regional de Medicina e a Justiça, pois acredita que o correu um crime e quer que os  responsáveis sejam punidos pela morte da criança e pelo péssimo atendimento.

Márcia não quis dar entrevista, segundo o marido, ela não tem condições de conversar. A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou em nota que abrirá uma sindicância para apurar os fatos ocorridos durante o atendimento e que de acordo com os resultados da investigação tomará as medidas administrativas cabíveis. Sobre isso, Jocimar disse que espera por justiça e que o Governo escolha melhor os profissionais.

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