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Esperança

Caso do Grande Vitória: Pai de um dos desaparecidos acredita que filho pode estar vivo

O autônomo Júlio César Roque procura o filho Alex Roque Melo que desapareceu com outros dois amigos, depois de terem sido abordados por PMs 23/11/2016 às 05:00
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Júlio Roque passa o dia inteiro mata tentando achar uma pista dos jovens
Joana Queiroz Manaus

O autônomo Júlio César Roque, 47, parece que está levando a sério o ditado popular “a esperança é a última que morre”, quando diz que, enquanto ele não ver o corpo do filho Alex Roque Melo, 29, vai continuar acreditando que ele ainda está vivo. “Eu fico pensando onde ele deve estar todo dia chegam informações informando onde ele está, mas até o momento nada”, disse.

Júlio disse que todos os dias ele sai para procurar o filho que desapareceu no dia 29 do mês passado junto com a atendente de caixa, Rita de Cássia Castro da Silva, 19, e de Weverton Marinho, 20, depois de terem sido abordados por duas guarnições da Polícia Militar, da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro Grande Vitória, na Zona Leste.

O pai começou a procurar horas depois que soube que Alex tinha sido levado pelos policiais. Foi ele quem encontrou as sandálias de Alex sujas de sangue com um projétil deflagrado ao lado. Ele usa recursos próprios, como terçados, enxadas e cães da raça vira-lata, lanternas e outros equipamentos nas buscas.

Quando aparece uma pista ele vai checar se é verdadeira. “Todo dia aparecem gente trazendo alguma informação que pode levar ao paradeiro do meu filho. A última delas é que os corpos dos três tinham sido jogados nesses fornos ecológicos que tritura e incinera lixo”, contou.

Júlio Roque passa o dia inteiro mata tentando achar uma pista dos jovens. Eles conseguiram a informação que Alex, Rita de Cássia e Weverton foram levados para a mata na picape de placas NOT-5687 de um dos envolvidos: o tenente Luiz Ramos. Esta picape, assim como a motocicleta de Weverton, está desaparecida também.

As famílias continuam as buscas. Na semana passada fizeram uma manifestação e prometem fazer outra ainda nessa semana. O objetivo é não deixar que o caso seja esquecido e tentar achar uma pista concreta que leve ao paradeiro dos três jovens. De acordo com o pai de Alex, a polícia já não está tão empenhada na buscas como antes.

Veículo não encontrado
 Até ontem, policiais ainda não encontraram a picape de um dos suspeitos. De acordo com o delegado há evidências de que o mesmo foi usado  no crime, entretanto,  o dono do veículo se nega a informar o paradeiro  do carro. Para o delegado isso é uma das evidências que houve a participação dos militares no desaparecimento  dos jovens do bairro Grande Vitória.

Ontem, o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) Ivo Martins,  disse que as investigações ainda não terminaram e que está aguardando os laudos periciais do exame de balística feita nas armas apreendidas de pelo menos sete policiais  suspeitos que já estão presos, do DNA feito com o sangue que estava na sandália e das viaturas que naquela noite estavam com os policiais suspeitos.

Investigações ainda não terminaram e DEHS aguarda o laudo
“Estamos também aguardando alguns exames técnicos relacionados a posição geográfica das pessoas. Estamos em franca analise”, afirmou o delegado.  De acordo com Martins, o projétil encontrado próximo à sandália de Aléx é de uma pistola calibre ponto 40, arma de uso restrito das policiais Civil, Militar e Rodoviária Federal.

O delegado informou ainda que foram cumprindo mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos e não foi encontrado nada de relevante, a não ser R$ 20 mil que estava na casa de um cabo. Ele disse que estava juntando o dinheiro.

 

 

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