Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
Caso Marcelaine

Defesa tenta desclassificar crime de tentativa de homicídio qualificado

O advogado da socialite Marcelaine Schumann, Eguinaldo Moura, também solicitou a retirada da qualificadora de motivo fútil, dizendo que “ciúmes não pode ser usado como qualificadora”



defesa.JPG Advogado Eguinaldo Moura durante a defesa de Marcelaine Schumann/ Foto: Winnetou Almeida
02/06/2016 às 14:47

O advogado da socialite Marcelaine Schumann, Eguinaldo Moura, defendeu quatro teses, na tarde desta quinta-feira (2), para tentar conseguir a absolvição da sua cliente no Tribunal do Júri. A principal foi tentar desclassificar o crime de tentativa de homicídio qualificado para lesão corporal.

O segundo ponto defendido foi que Marcelaine não quis matar a universitária Denise Almeida, mas apenas “dar um susto”. Moura também solicitou a retirada da qualificadora de motivo fútil, dizendo que “ciúmes não pode ser usado como qualificadora”.

O bacharel afirmou ainda que Marcelaine tomou a decisão de dar um susto na vítima sob forte emoção. Por fim, tendo explicado seus argumentos, pediu a absolvição da ré.

Em seguida, a advogada Maria Estar iniciou a defesa de mais três envolvidos no caso: Charles Lopes Castelo Branco, o “Mac Donald’s”, o negociador; Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha”, o autor dos disparos contra a universitária; e o vigilante Edney Costa.

Após isso, ocorreu a réplica pelo Ministério Público, de duas horas. Na réplica, o promotor do MP-AM Rogério Marques Santos, começou falando que sobre o calibre da arma usada por Rafael para atirar em Denise. O promotor ainda expôs a contradição dos réus em relação ao valor supostamente prometido para que o crime ocorresse. Marques possui duas horas para falar e prometeu utilizar somente 50 minutos

A previsão para o término do julgamento é 18h de hoje, conforme informou o juiz Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri que preside o julgamento.

Entenda o caso

A socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, foi apontada como mandante de um assassinato em Manaus: ela teria arquitetado a morte da “rival” em um triângulo amoroso, Denise Almeida da Silva, 34. As duas dividiam, segundo a polícia, o mesmo amante: o empresário Marco Souto. Os três eram casados, mas mantinham relacionamentos extraconjugais.

A vítima, Denise Almeida, foi alvejada com dois tiros no dia 12 de novembro de 2014 dentro do carro dela, quando saía do estacionamento da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus. Denise foi surpreendida por um homem que bateu no vidro do carro e efetuou três disparos. Denise foi hospitalizada e sobreviveu. Segundo a polícia, o objetivo era matar ou deixar a vítima aleijada.

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