Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
Presos desde abril

Cinco envolvidos em assassinato de militante do PDT são levados à cadeia pública

Os infratores estavam presos na carceragem da DEHS desde abril, porque corriam riscos. Um sexto suspeito, que é policial militar, já estava preso no Batalhão de Guardas da PM



7ac2f52b-7f68-47eb-a87c-1edb4b0a6fd1.jpg O inquérito sobre o homicídio segue sob segredo de justiça (Antônio Menezes)
26/08/2016 às 12:07

Cinco pessoas envolvidas na morte do militante do PDT Alexandre Cézar Ferreira, de 33 anos, ocorrido em fevereiro deste ano, foram conduzidas na manhã de hoje para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Um sexto envolvido, que é policial militar, já estava preso no Batalhão de Guardas da PM. A vítima foi executada com um tiro na cabeça no dia 12 de fevereiro.

Segundo delegado Ivo Martins, da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), todos os seis envolvidos tiveram participação direta no crime, incluindo Ildecler Ponce Leão, então presidente nacional do Movimento Democrático Estudantil (MDE). Outros envolvidos são: o cabo da PM Edmilson Rodrigues, já preso, e o funcionário do MDE Thiago de Souza Nascimento. Os nomes dos outros três presos não foram divulgados, já que o inquérito segue sob segredo da justiça.



Todos os cinco infratores levados hoje à cadeia estavam presos na carceragem da DEHS desde abril, quando foram presos. “Eles estavam aqui por conta de segurança, mas a Justiça entendeu que não representa mais risco e determinou a ida deles a cadeia pública”, explicou o delegado Ivo Martins. O cabo da PM Edmilson Rodrigues estava preso desde então no Batalhão de Guardas da Polícia Militar, na Zona Sul da cidade.

Na foto ao lado, Alexandre Cézar (Foto: Divulgação)

A vítima foi morta com um tiro na cabeça no dia 12 de fevereiro deste ano. O corpo do militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT) Alexandre Cézar Ferreira, 33, foi encontrado quatro dias após o crime, em um trecho de mata na estrada do Puraquequara, na Zona Leste da capital, com sinais de tortura e com os pés e mãos amarrados, segundo a polícia.

Durante a prisão dos envolvidos, na época, o delegado Ivo Martins, informou que havia fortes indícios de que o então presidente do MDE, Ildecler Ponce Leão, seria o mandante do crime motivado por desentendimentos com a vítima, Alexandre. Conforme o delegado, a vítima teria sido executada em caso de queima de arquivo, provavelmente por “saber demais”. A real causa da morte ainda não foi divulgada devido o segredo de justiça.


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