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Manaus Hoje
Presos desde abril

Cinco envolvidos em assassinato de militante do PDT são levados à cadeia pública

Os infratores estavam presos na carceragem da DEHS desde abril, porque corriam riscos. Um sexto suspeito, que é policial militar, já estava preso no Batalhão de Guardas da PM 26/08/2016 às 12:07 - Atualizado em 26/08/2016 às 12:30
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Cinco pessoas envolvidas na morte do militante do PDT Alexandre Cézar Ferreira, de 33 anos, ocorrido em fevereiro deste ano, foram conduzidas na manhã de hoje para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Um sexto envolvido, que é policial militar, já estava preso no Batalhão de Guardas da PM. A vítima foi executada com um tiro na cabeça no dia 12 de fevereiro.

Segundo delegado Ivo Martins, da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), todos os seis envolvidos tiveram participação direta no crime, incluindo Ildecler Ponce Leão, então presidente nacional do Movimento Democrático Estudantil (MDE). Outros envolvidos são: o cabo da PM Edmilson Rodrigues, já preso, e o funcionário do MDE Thiago de Souza Nascimento. Os nomes dos outros três presos não foram divulgados, já que o inquérito segue sob segredo da justiça.

Todos os cinco infratores levados hoje à cadeia estavam presos na carceragem da DEHS desde abril, quando foram presos. “Eles estavam aqui por conta de segurança, mas a Justiça entendeu que não representa mais risco e determinou a ida deles a cadeia pública”, explicou o delegado Ivo Martins. O cabo da PM Edmilson Rodrigues estava preso desde então no Batalhão de Guardas da Polícia Militar, na Zona Sul da cidade.

Na foto ao lado, Alexandre Cézar (Foto: Divulgação)

A vítima foi morta com um tiro na cabeça no dia 12 de fevereiro deste ano. O corpo do militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT) Alexandre Cézar Ferreira, 33, foi encontrado quatro dias após o crime, em um trecho de mata na estrada do Puraquequara, na Zona Leste da capital, com sinais de tortura e com os pés e mãos amarrados, segundo a polícia.

Durante a prisão dos envolvidos, na época, o delegado Ivo Martins, informou que havia fortes indícios de que o então presidente do MDE, Ildecler Ponce Leão, seria o mandante do crime motivado por desentendimentos com a vítima, Alexandre. Conforme o delegado, a vítima teria sido executada em caso de queima de arquivo, provavelmente por “saber demais”. A real causa da morte ainda não foi divulgada devido o segredo de justiça.

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