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Comunitários denunciam abuso de autoridade e agressão de policiais da Rocam

Familiares do músico Luiz Paulo Ferreira Pantoja, 26, e do pedreiro Adileo Rêgo Guerreiro, alegam 'engano' e arbitrariedade por parte de policiais quando da prisão de ambos; moradora foi presa e alega ter sofrido agressão 01/08/2016 às 10:17
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Silane Souza Manaus (AM)

Familiares de dois jovens presos suspeitos de envolvimento em um roubo de veículo, na última sexta, dizem que eles são inocentes e que tudo não passa de um engano. Eles dizem ter provas de que o músico Luiz Paulo Ferreira Pantoja, 26, e o pedreiro Adileo Rêgo Guerreiro, 32, não têm nada a ver com o caso. Segundo os parentes, os responsáveis pelo crime seriam outros dois rapazes conhecidos como Ramon Ferreira, 22, e Gabriel Melo, que estão foragidos.

A prisão ocorreu numa vila onde moram nove famílias, na rua Bento de Sá, bairro Monte Sinai, Zona Norte, local onde estava a Hilux de placa OAN–4448, que havia sido tomada num assalto, por volta de 16h, no bairro Amazonino Mendes, mesma zona. Segundo os moradores, por volta 21h15h, policiais da Rocam entraram na vila em busca dos “ladrões” de maneira muito agressiva, forçando a entrada em alguns apartamentos sem autorização e sem mandado judicial.

Uma das moradoras foi presa por desacato à autoridade e agredida fisicamente. Ela foi algemada e ficou presa dentro de uma viatura da Rocam por quase 5h, e, depois desse tempo, ainda foi encaminhada ao 6º Distrito Integrado do Polícia (DIP) e só liberada às 4h de sábado após prestar depoimento. “Eu estava sozinha com meu filho de 9 anos e os policias queriam entrar e não deixei. Fui agredida com palavras e força física. Estou com meu pescoço doendo ainda”, contou a universitária Katiane de Oliveira Brito, 39.

A operadora de caixa Priscila Pantoja, 28, irmã de Luiz Paulo e prima de Adileo, afirmou que eles não participaram de nenhum roubo. “Meu irmão passou o dia em casa e só saiu para ir deixar um atestado na empresa que minha mãe trabalha. Ele chegou em casa antes das 16h, horário em que os policiais disseram que ocorreu o roubo do carro, enquanto que, meu primo estava no trabalho. Temos a folha de ponto que mostra que ele saiu do trabalho no Parque Mauá às 17h5, portanto, não poderia ter participado de nenhum crime. Mas nem na delegacia os policiais quiseram nos ouvir”.

Mãe admite que filho participou do crime e inocenta dupla

O próprio pai de Ramon e outros vizinhos viram quando ele e Gabriel chegaram com o veículo roubado. “Ele ainda perguntou de quem era o carro e eles falaram que era do tio do Gabriel. Eles entraram em casa e meu marido não pensou que fosse roubado. Agora tem dois inocentes presos por uma coisa que não fizeram. E o meu filho está sumido desde então. Ele era da igreja, mas se afastou e se meteu com má companhia. O filho da vizinha nem tinha amizade com ele e o outro é trabalhador”, disse a mãe de Ramon, Joana Ferreira Soares, 51.

A Polícia Militar informou que a prisão dos dois jovens foi totalmente legal porque as vítimas, que passaram pelo momento de terror ao sofrerem o assalto, reconheceram como sendo dois dos cinco infratores que praticaram o crime. Quanto à denúncia feita pelos moradores da vila de abuso de poder por parte dos policiais, a corporação afirmou que cabe a eles recorrer à corregedoria do órgão. Sobre as provas que a família diz ter que os dois presos são inocentes, a PM disse que só uma investigação vai dizer, mas, frisou que, “os familiares não estavam presentes na hora do crime para afirmarem que eles são inocentes”.

Presos no camburão

A irmã de Luiz Paulo e prima de Adileo, Priscila Pantoja, disse que os dois jovens e Katiane Brito (presa por desacato), ficaram presos no camburão da Rocam em frente da vila de 21h40 de sexta-feira até 2h30 de sábado. Enquanto isso os policiais estavam revirando os apartamentos e não encontraram nada.

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