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Manaus Hoje
Passando mal

Detento morre dentro do Centro de Detenção Provisória, no Km 8 da BR-174

Agentes foram chamados por outros presos informando que Tiale Ferreira da Silva, 30, o “Tcha-Tcha”, estava passando mal. Junto dele foi encontrada uma pequena porção de droga 28/06/2016 às 09:37
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Junto ao detento foi encontrada uma pequena porção de entorpecente, o que levanta a hipótese overdose (Foto: A Crítica)
Kamyla Gomes Manaus (AM)

Um detento morreu dentro do Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM), em Manaus, na tarde de ontem, segunda-feira (28). O preso era Tiale Ferreira da Silva, 30, conhecido como “Tcha-Tcha”. O CDPM fica localizado no quilômetro 8 da BR-174.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), agentes de socialização do CDPM foram chamados por outros detentos, informando que “Tcha-Tcha” estava passando mal dentro da cela 506 do pavilhão 3. Conforme o órgão, o detento foi socorrido e conduzido à enfermaria, onde foi a óbito.

Junto ao detento foi encontrada uma pequena porção de entorpecente, o que levanta a hipótese overdose. Entretanto, a causa da morte só será confirmada através de exame do Instituto Médico Legal (IML). Uma investigação também foi iniciada por equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e do 20º Distrito Integrado de Polícia (20º DIP).

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária esclareceu, ainda, que os 16 detentos que residiam na mesma cela que Tiale seriam levados a uma delegacia para serem ouvidos sobre a ocorrência.

O detento

Tiale Ferreira da Silva, o “Tcha-Tcha”, cumpria pena no CDPM por tráfico de drogas desde junho deste ano, quando foi preso. Segundo informações da Polícia Civil, ele é um conhecido da polícia e era considerado como “pistoleiro de alta periculosidade”.

Em 2014, Tiale e mais dois suspeitos sequestraram, torturaram e executaram o ex-detento Leandro Pereira de Aguiar, 34, e o sogro dele Carlos Alberto de Souza, 43, o “Carioca”, por conta de uma dívida relacionada ao tráfico de drogas, que estava avaliada em R$ 50 mil.

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