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Manaus Hoje
Ministro do STJ

Dez anos depois, Justiça julga tentativa de homicídio contra Mauro Campbell

Em 2006, o ministro do STJ Mauro Campbell sofreu tentativa de homicídio em Manaus, quando era procurador de justiça do Amazonas. O mandante seria o procurador-geral, à época, Vicente Cruz 24/06/2016 às 11:12 - Atualizado em 26/06/2016 às 21:53
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O processo tem seis réus, mas apenas quatro serão julgados hoje (Foto: Winnetou Almeida)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Depois de dez anos, a Justiça do Amazonas iniciou nesta sexta-feira (24) o de quatro réus do processo da tentativa de homicídio contra o atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Marques Campbell, ocorrida em 2006.

O processo tem seis réus, entre eles, o ex-procurador de justiça Vicente Cruz e também Osvaldo Silva Bentes, Jane da Silva Santos, o “Caneco”, Lenilson Braga da Silveira, o “Carioca” e Maria José Dantas da Silva, que será julgada a revelia. O réu Elson dos Santos Moraes não será julgado, por ter recorrido da pronúncia. Já Vicente Cruz também não receberá julgamento hoje por ainda estar aguardando análise de um recurso.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, a tentativa de assassinato teria sido praticada às vésperas de uma eleição para composição da lista tríplice da procuradoria-geral do órgão. Vicente Cruz era o procurador-geral e concorria à reeleição contra outros quatro candidatos, sendo que um deles era Mauro Campbell. Cruz é acusado de ser o mandante do crime.

Entre as testemunhas arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE) estão o ex-secretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) Thomaz de Vasconcelos Dias e o ex-procurador Francisco Cruz. Além destes, outros promotores de justiça estão no plenário acompanhando o julgamento.

Começando com aproximadamente uma hora e meia de atraso, o julgamento está sendo presidido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Rocha Pinheiro. Na acusação estão os promotores Igor Statling e Alberto Nascimento. A defesa dos réus está com o defensor público Antonio Ederval Filho.

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