Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021
Assassinada na frente da filha

Diarista é assassinada com quatro tiros após evitar morte do filho

Ela foi morta na frente de uma filha de apenas nove anos



e2e18796-73de-442f-b07f-fe208f1593d4_D05ECE4A-3FC6-4292-96BE-96D232B2B238.jpg Foto: Junio Matos e arquivo pessoal da família
02/01/2021 às 11:31

A diarista Leize de Lima Gonzaga, 42, foi assassinada com quatro tiros à queima-roupa, por volta das 23h30 de sexta-feira (1°), na rua 25, no conjunto Buritis, bairro Nova Cidade, Zona Norte. Uma filha da vítima, de nove anos, presenciou o assassinato.

Ao A CRÍTICA, o filho da vítima, que preferiu não se identificar, informou que desconhece a motivação. Segundo ele, a mãe havia saído de casa para comprar um medicamento para outro irmão, que está se recuperando de uma fratura e ferimentos.



"A minha mãe sempre foi uma mulher dedicada e, principalmente, protetora. Ela saiu de casa para comprar um remédio para um dos meus irmãos, que sofreu fratura no braço direito e ferimentos na perna. Até agora, a família não sabe o que motivou a morte da minha mãe, que sempre trabalhou e não tinha problemas com a vizinhança", disse o filho emocionado ao falar sobre a perda da genitora.

No entanto, a reportagem ouviu algumas testemunhas a respeito do crime. Sem se identificarem, elas foram unânimes em afirmar que o traficante da área, identificado apenas como "Galinha", perseguiu Leize e efetuou os disparos.

Os moradores disseram que antes do fato, "Galinha" estava ingerindo bebidas alcoólicas acompanhado de Arthur de Menezes Gonçalves, conhecido como "Quinho Dentuço". Leize foi abordada pelo traficante, que prometeu ir até a casa dela para matar seu filho "Anderson".

Diante da ameaça, Leize correu em desespero para avisar o filho que escapasse da morte. Enfurecido, "Galinha" perseguiu e efetuou os disparos. A diarista morreu no local após ser atingida com dois tiros na cabeça, um nas costas e outro na perna.

Conforme os moradores, o jovem que tem um irmão gêmeo, se desentendeu com o traficante com quem possui uma suposta dívida de drogas. "Galinha" é conhecido na região por comercializar entorpecentes, andar armado e ameaçar moradores.

Ainda segundo os moradores, a área é dominada por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), a qual "Galinha" faz parte. O autor do crime não foi preso e continua na localidade como se nada tivesse acontecido.

O corpo de Leize foi removido para exames de necropsia no Instituto Médico Legal (IML). O velório acontece na casa onde a vítima morava, na rua 26. A diarista deixou esposo e sete filhos, sendo cinco rapazes e duas meninas.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está acompanhando o caso. Imagens do circuito externo de uma residência já foram solicitadas para ajudar na elucidação do assassinato.


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