Publicidade
Manaus Hoje
Latrocínio

Dois alunos são suspeitos matarem professor a facadas durante latrocínio em Manaus

O crime aconteceu semana passada, dentro do apartamento da vítima, no Promorar da Compensa. Segundo a polícia, os principais suspeitos são dois alunos do professor Amin Haddad 13/09/2016 às 22:04 - Atualizado em 14/09/2016 às 08:17
Show 282554 317216878386856 1120607489 n
O crime foi classificado como latrocínio (morte em consequência de assalto) (Foto: Reprodução)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Dois alunos do professor Amin Costa Haddad, 50, são os principais suspeitos de serem os autores das facadas que o mataram na madrugada da quarta-feira passada, no apartamento dele, no bairro Compensa, em Manaus, de acordo com informações da polícia. Os nomes dos dois suspeitos foram mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações.

O crime foi classificado como latrocínio (morte em consequência de assalto) e está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd). Segundo o titular da especializada, Adriano Félix, já foi instaurado o inquérito policial e as investigações estão adiantadas. “Tenham certeza que esse crime não vai demorar para ser elucidado”, prometeu o delegado.

Amin foi esfaqueado no tórax, nos braços e em um dos olhos. O crime aconteceu por volta das 4h no apartamento do Promorar da Compensa, onde ele vivia só. Ao receber as facadas, e para continuar vivo, o professor teria se fingido de morto. Segundo a polícia, ao perceber que os criminosos já haviam fugido, ele saiu e pediu ajuda de vizinhos, que lhe prestaram socorro e o levaram para um hospital. Porém ele não resistiu aos ferimentos.

Perícia e provas materiais

O delegado Adriano Félix também informou que o local do crime, um apartamento no segundo andar de um prédio onde a vítima morava, já foi periciado e que ele acompanhou o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística que estiveram no local colhendo provas materiais.

No local foi feita a coleta de impressão digital. Segundo o delegado, também foi recolhida uma faca do tipo peixeira que teria sido usada para esfaquear a vítima, além de outros materiais que estão sendo analisados. O resultado da perícia vai auxiliar nas investigações e, quando o inquérito for encaminhado à Justiça, vai substanciar o Ministério Público no oferecimento da denúncia.

Conforme Félix, os criminosos tentaram levar a televisão da vítima, porém a polícia ainda não tem certeza do que foi levado do apartamento do professor. “Havia sangue por toda parte do apartamento, desde o quarto, corredor, cozinha e sala. Ele perdeu muito sangue”, declarou o delegado.

Félix disse que a polícia está tendo dificuldades para concluir as investigações por falta de informações, pois a vítima, além de morar sozinha, era muito reservada, e a família tem pouca informação da rotina dele, ou não quer informar.

Dono de apartamentos

Ainda abalada com a morte do irmão, a bibliotecária Anabela Hadadde, 53, disse que o professor era o caçula de nove irmãos, era trabalhador e dedicado ao que fazia. Começou a trabalhar aos 13 anos de idade para ajudar a família. De acordo com ela, o irmão era uma pessoa muito boa que gostava de ajudar outros. “Eu não sei quem fez isso com o meu irmão”, disse.

Amin era proprietário do prédio onde morava e alugava vários apartamentos. Uma semana antes do crime, o professor havia recebido o pagamento de alugueis, mas o valor total não foi revelado pelos sobrinhos, que também não acreditam que o tio ainda estava de posse de toda a quantia. A polícia está fazendo levantamento para verificar o que realmente foi levado do apartamento da vítima. “Ainda não dá pra dizer se foi levado dinheiro ou não”, disse o delegado Adriano Félix.

De acordo com Márcio Haddad, sobrinho do professor, os criminosos não arrombaram nenhuma das portas do prédio. “Encontraram uma chave no chão, próximo do portão”, contou. “Ele não fazia mal para ninguém, não tinha inimigos, ele era a pessoa que mais ajudava a outros que eu já conheci”, lamentou o sobrinho.

Publicidade
Publicidade