Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
SENTENÇA CONDENATÓRIA

Dupla condenada por estupro é presa em Manaus; casos aconteceram em 2010 e 2011

O autônomo de 54 anos e o pedreiro de 45 foram condenados a 15 anos de prisão por terem estuprado duas adolescentes, de 12 e 15 anos, respectivamente. As prisões aconteceram no bairro Santa Etelvina e Lírio do Vale



b2ap3_amp_depca_fachada_1_A8EA409F-85C9-4E85-B093-26465D24C45C.jpg Foto: Divulgação
18/05/2020 às 14:11

Um autônomo de 54 anos e um pedreiro de 45 foram presos, na manhã desta segunda-feira (18), em cumprimento a mandados de prisão nos quais eles são acusados de terem estuprado duas adolescentes, de 12 e 15 anos, respectivamente, nos anos de 2010 e 2011. As prisões ocorreram nos bairros Santa Etelvina, na Zona Norte, e Lírio do Vale, Zona Centro-Oeste de Manaus.

De acordo com a titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), delegada Joyce Coelho, os homens foram detidos em razão de sentença condenatória por estupro - que é a obrigação de pagamento por um crime - após ser deflagrada a operação "Forseti", em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado todo dia 18 de maio.



A titular revelou que, no caso da menina de 12 anos - hoje com 20 -, os abusos foram cometidos pelo ex-padrasto dela e perduraram por 5 anos.

"A vítima denunciou o abusador em 2011, quando já tinha 20 anos. Ela relatou que os abusos sexuais começaram aos 12 anos de idade, com o autônomo pedindo para ela sentar no colo dele, e foram ficando cada vez mais violentos. Durante o período em que foi abusada sexualmente pelo ex-padrasto, a vítima chegou a ser dopada com remédios para que os estupros pudessem acontecer. Aos 14 anos ela engravidou, e ele o obrigou a dizer que o filho era de um garoto, e que este havia ido embora. Ela ainda engravidou mais duas vezes durante o período em que os estupros ocorriam, mas foi obrigada a tomar remédios para abortar, a mando do autônomo", detalhou a delegada.

Já no caso do Lírio do Vale, a titular esclareceu que o estupro aconteceu quando a adolescente de 15 anos havia deixado uma amiga na parada de ônibus.

"Ela relatou que foi abordada pelo infrator com uma faca. Ele a arrastou até a um terreno abandonado, onde cometeu o crime. Depois da violência sexual, ele ainda a enforcou e a agrediu com um pedaço de madeira, abandonando a vítima no local, levando seu celular", explicou Coelho.

Os acusados foram condenados a 15 anos de prisão, em regime fechada, pelos crimes de estupro. O pedreiro, autuado, ainda, pelo crime de roubo. Os presos seguiram para o Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM).

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Repórter de A Crítica

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