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Manaus Hoje
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

‘Ele ia matar todo mundo’, diz mulher atacada a golpes de terçado pelo ex-marido

As memórias do dia em que quase foi esquartejada ainda são fortes na cabeça de Elienete Castelo Branco, 32. Ela luta pela vida, passou por cirurgias e ainda tenta entender a maldade de Francisco das Chagas 22/03/2017 às 10:57
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No Facebook, Elienete mostra como está e pede para que o ex-marido, Francisco, fique preso por bastante tempo. Ele está no CDP. Foto: Reprodução/ Facebook
Fábio Oliveira Manaus

Sair com vida e recomeçar ao lado das filhas e dos pais é o que pretende fazer a auxiliar de rouparia Elienete Castelo Branco, de 32 anos. No dia 13 deste mês, ela foi brutalmente atacada com golpes de terçado pelo ex-companheiro Francisco das Chagas Gonçalves Soares, de 42 anos. Hoje, ela está internada em um hospital da cidade com o maxilar e os braços quebrados, além de outros ferimentos graves pelo corpo.

 Em entrevista exclusiva ao acritica.com, a recém-formada em química revelou que o amor pela filha, de 14 anos, foi quem a salvou no dia do ataque. A jovem, que presenciou a mãe sendo atingida pelos golpes, conseguiu sair ilesa. “Ele mandou nós duas deitarmos no chão e disse que ia matar todo mundo e que ia me degolar e degolar a minha filha, que é filha dele também”, disse.

Em um relacionamento conturbado de 15 anos, Elinete explicou que resolveu se separar de Francisco pois o mesmo não era um bom pai, nem marido, tinha amante na rua e não ajudava financeiramente nas despesas da casa. Além disso, ele também era ciumento, agressivo e proibia Elienete de falar com os próprios familiares.

“Eu não esperava e em nenhum momento passou pela minha cabeça que ele iria fazer algo como isso. Cortar um ser humano do jeito que ele fez comigo não existe. Ele é um maldito e me deu vários golpes”, relembrou. Elinete levou golpes no rosto, nos dois braços, nas mãos e tórax.

Ela disse à reportagem que está com o maxilar e os braços fraturados e parte de um dos braços está com infecção. “Já passei por duas cirurgias e ainda vou fazer um procedimento de plástica. O meu braço está infeccionado e o médico vai me transferir para o outro especialista”, disse.

Bastante abalada, Elinete revelou que os médicos chamaram ela de “milagre”. “Quando eu cheguei, eles (médicos) falaram que sou um milagre porque era pra estar morta. Eles falaram que Deus tem um propósito na minha vida e, realmente, Deus viu que não era minha hora. Lutei com ele porque ele ia matar minha filha e ela é minha primogênita, a amo muito e não podia deixar isso acontecer”, explicou.

Segundo ela, a luta no hospital é difícil, inclusive, após anteontem, quando o médico lhe informou que os nervos dos braços estão soltos e que um médico especialista será enviado ao hospital para tentar reconstruir a parte destruída pelos golpes. No Facebook, Elienete afirmou que a indignação do fato é maior do que se expor como vítima em uma rede social. Francisco das Chagas continua preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) e à disposição da Justiça do Amazonas.

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