Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
CRIME BÁRBARO

'Ele saiu achando que eu tivesse morrido’, diz enfermeira estuprada por vizinho

Sarah Giglio, de 55 anos, revelou detalhes do estupro e da tentativa de feminicídio que ela sofreu no último dia 13, na casa dela, no bairro Vila da Prata. O suspeito preso era vizinho e amigos de infância da família



20/02/2020 às 20:21

A enfermeira Sarah John Giglio, 55, revelou detalhes do estupro e da tentativa de feminicídio que ela denunciou ter sofrido na madrugada do último dia 13, na casa onde ela morava sozinha, no bairro Vila da Prata, Zona Oeste de Manaus. O suspeito, identificado como Fernando Henrique Cardoso, 26, foi preso na manhã desta quarta-feira (19). Visivelmente abalada, e ainda sob os traumas de uma violência tão brutal, ela destacou que quis denunciar e contar detalhes sobre o ocorrido como forma de ajudar outras mulheres que passam pela mesma situação.

A vítima disse que estava dormindo na cama dela e, quando acordou, por volta de 1h da madrugada, sentiu dores pelo corpo, na região do pescoço, os olhos bastante inchados, além de ter fezes por todo o corpo.



"Eu pensei (que o estupro) tinha sido apenas um pesadelo. Depois, vi que meu pescoço estava dolorido e meus olhos inchados... Achei até que tivesse infartado", disse a vítima.

Os familiares da vítima disseram que o suspeito e os irmãos dele eram vizinhos da família e amigos de infância.

"Nós éramos amigos desde pequenos. A irmã dele é bem próxima a mim. Só ele que sempre teve o jeito rebelde", revelou a filha da enfermeira.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a mulher teve penetração no coito anal, além das vias genitais violentadas.

"Partes do meu corpo estavam avermelhadas. O médico disse que as fezes também poderiam ser devido ao momento em que ele me enforcou. Ele saiu achando que eu tivesse morrido", acrescentou Sarah.


Sarah Giglio mostra o boletim de ocorrência sobre o caso. Foto: Winnetou Almeida.

A prisão

A Polícia Militar foi acionada pela própria vítima; em seguida, a Polícia Civil deu início às investigações sobre o caso, conseguindo efetuar a prisão do suspeito na avenida Paraguaçú, no mesmo bairro em que a vítima mora.

A enfermeira relatou que, há alguns dias, já vinha percebendo o sumiço de alguns objetos de valores da casa e, por isso, resolveu instalar câmeras de segurança, que conseguiram captar o suspeito entrando e saindo da residência com os objetos furtados. A polícia colheu as informações repassadas e chegou ao paradeiro de Fernando, que negou ter estuprado a vítima.

A família disse, ainda, que chegou a sofrer retaliações de amigos do acusado, além de a vítima ter sido constrangida por parte de um advogado do suspeito.

"Ele [advogado] perguntou dela se ela chegou a fazer sexo com alguém um dia antes. Ele perguntou isso para uma senhora de 55 anos?!", relembrou o genro.

A enfermeira desabafou que, após o acontecimento, ela resolveu ir morar com a filha em outra zona da cidade, onde tem travado uma luta diária por conta dos traumas físicos e psicológicos.

O suspeito permanece detido, aguardando decisão da Justiça.

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