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Em Coari (AM), manicure é presa por explorar sexualmente duas adolescentes

Em depoimento, as adolescentes relataram que era levadas sempre às 23h para um ponto de encontro com homens, que pagavam entre R$ 100 e R$ 300 por um programa com duas horas de duração. a manicure destacou que não gerenciava as menores, mesmo acusada de ficar com a maior parte do dinheiro 06/06/2016 às 19:35 - Atualizado em 06/06/2016 às 19:39
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Foto: Divulgação
Kamyla Gomes

A manicure Ariely Souza do Nascimento, de 26 anos, foi presa na manhã desta segunda-feira (6) em cumprimento a mandado de prisão, na sua própria residência, localizada no município amazonense de Coari. A mulher é suspeita de explorar sexualmente duas adolescentes, sendo uma de 14 e outra de 16 anos de idade.

De acordo com informações repassadas pelo delegado titular da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari, Mauro Duarte, a adolescente de 16 anos contou em depoimento que era explorada pela manicure havia dois anos. A outra adolescente contou que foi explorada desde março até final de maio deste ano. Elas relataram que era levadas sempre às 23h para um ponto de encontro com homens, que pagavam entre R$ 100 e R$ 300 por um programa com duas horas de duração.

O delegado ressaltou que maiores detalhes não poderiam ser repassados já que eles ainda tentam localizar os clientes das jovens. Caso sejam localizados, eles poderão responder por crime de prostituição de adolescentes. Duarte ressaltou que as mães das adolescentes denunciaram o fato primeiramente para o Conselho Tutelar, que repassou a ocorrência para a Polícia Civil do Amazonas.

Ainda em depoimento, as adolescentes afirmaram que, após o programa com os clientes, a manicure ficava com a maior parte do dinheiro. Em depoimento, a manicure destacou que não gerenciava as menores e que levava as meninas a noite para um certo local para que elas pudessem se encontrar com seus respectivos namorados.

Ariely foi indiciada por submissão à prostituição de menores e exploração sexual. Ela foi encaminhada para a Unidade Prisional de Coari, onde ficará à disposição da Justiça. “As investigações em torno deste caso continuarão. Os clientes ainda não foram identificados pela Polícia Civil”, finalizou o delegado titular de Coari.

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