Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
SOLDADO DA 24ª CICOM

Empresário divulga vídeo em que PM morre ao reagir a assalto

Pai de três filhos, o soldado da Polícia Militar Challenger de Oliveira Ferreira foi atingido por tiros dentro de uma loja de produtos de cosméticos na avenida Grande Circular, na Zona Leste



23/12/2016 às 21:05

Lotado na 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), sede no Centro de Manaus, o soldado da Polícia Militar Challenger de Oliveira Ferreira perdeu a vida na tarde desta sexta-feira (23) ao tentar proteger uma loja de produtos de cosméticos na avenida Grande Circular, na Zona Leste.

Pai de três filhos, o soldado foi atingido por tiros dentro do estabelecimento comercial. Dois homens identificados como Altamir Maia de Andrade, 56, e Cleyton Araújo viana, 26, pai e filho, respectivamente, são os suspeitos de efetuarem os disparos. Um outro integrante está foragido.

Toda a ação criminosa foi filmada por câmeras de vigilância do estabelecimento comercial. A filmagem mostra o policial sentado, mexendo no celular. Três homens entram no local e Antônio anuncia o assalto e pega a arma da cintura. O policial percebe o crime e reage.

 Challanger ainda consegue efetuar alguns disparos, que atingem o braço de Antônio e de raspão na cabeça de Cleyton. No entanto, o PM é baleado no abdômen. Ele cai e corre jun to com um dos sócios da loja para dentro do banheiro da loja.

Segundo o sócio, de 22 anos, os suspeitos em seguida arrombaram a porta do banheiro e efetuaram os disparos no policial militar, que já estava alvejado e deitado no chão. Challenger morreu no local.

“Eu pensei que ia morrer. O velho anunciou o assalto e o policial atirou. O policial estava do meu lado e eu me fingi de morto e ainda peguei um tiro de raspão no braço. Realmente pensei que ia morrer. O Challenger estava há um mês trabalhando na loja”, disse o sócio.

Depois de executarem o militar, pai e filho levam a arma do PM e saem andando normalmente, em tranquilidade. Os dois foram presos por policiais da 4ª Cicom minutos depois em via pública, no bairro Tancredo Neves.

 “Estava levando a viatura para abastecer, quando fomos parados por mototaxistas que avistaram para onde eles tinham ido e depois o prendemos”, disse o tenente Tiago, da 4ª Cicom. Antônio e Cleyton já tem passagem por homicídio. Eles são suspeitos da morte do médico Egídio Correia, 38.


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