Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Triângulo amoroso

Envolvidos em triângulo amoroso falam em julgamento do ‘caso Marcelaine’

Marcos Souto e Denise Almeida, dois dos três principais personagens do “caso Marcelaine”, falaram ao juiz Mauro Antony e responderam perguntas dos advogados



a071fea7-c571-4d0b-aa53-7d2c196aed4e.jpg Marcos Souto era casado, mas mantinha duas amantes: Marcelaine Schumann e Denise Almeida, que também eram casadas (Fotos: Aguilar Abecassis)
01/06/2016 às 13:34

Dois dos três principais personagens do “caso Marcelaine”, um triângulo amoroso que terminou em tentativa de homicídio ocorrido há um ano e meio em Manaus, foram interrogados nesta quarta (1º) durante o julgamento dos cinco réus no Tribunal do Júri. A previsão é que o julgamento siga até a noite e seja retomado amanhã.

A vítima da tentativa de homicídio, Denise Almeida, e o pivô do caso, Marcos Souto, falaram ao juiz Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, que preside o julgamento, e também responderam perguntas dos advogados das partes. Eles formavam um triângulo amoroso junto com a principal ré e acusada de ser a mandante da tentativa de homicídio, a socialite Marcelaine Schumann.

Na denúncia feita pela Polícia Civil e Ministério Público, Marcos era casado, mas mantinha duas amantes, Denise e Marcelaine, que também eram casadas. Marcelaine teria pagado para pistoleiros matarem ou deixarem Denise paraplégica, na tentativa de ser a única amante de Marcos.

Denise Almeida

Emocionada em grande parte do interrogatório, Denise Almeida chegou a chorar em frente ao juiz ao ver as imagens do local do crime, quando ela foi baleada no próprio carro no estacionamento de uma academia no Centro de Manaus. Ela recebeu lenços de papel para enxugar as lágrimas e um copo com água.

Questionada se ama o marido ao ponto de não traí-lo, Denise se negou a responder. Ela negou ser amante de Marcos e disse ser apenas amiga dele. A vítima também disse que ainda está com o projétil alojado perto da coluna cervical, o que a limita de fazer alguns movimentos. Denise disse também que engravidou e teve um filho recentemente.

Marcos Souto

O pivô da tentativa de homicídio e que, mesmo casado, tinha duas amantes, o empresário Marcos Souto, também falou em interrogatório. Questionado se amava Marcelaine, ele respondeu “eu amo minha mulher”. Ele também falou que chegou a ser abordado pelo marido de Denise, Erivelton Barreto, que pedia para ele deixar de “dar em cima” da mulher.

Outros interrogatórios

Também falaram ao juiz, e responderam perguntas de advogados, o delegado Paulo Martins, que presidiu o inquérito policial que denunciou Marcelaine e os outros réus; a delegada Geórgia Cavalcante, também assinante do inquérito, o policial civil Geraldo Filho, e o perito José Maurício, que assinou o laudo médico sobre o caso.

A defesa

O advogado Eguinaldo Moura, que está fazendo a defesa de Marcelaine, informou que o caso terá uma reviravolta. Segundo ele, a ré promete contar a verdade, pois o que falou anteriormente nos autos não era a verdade e que agiu sob a orientação dos advogados que naquele momento faziam a sua defesa. Já os advogados de Karen, os irmãos Deiwes e Fernando Almeida disseram que vão defender a tese de negativa de participação e os advogados dos demais réus preferiram não falar.

Entenda o caso

A socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, foi apontada como mandante de um assassinato em Manaus: ela teria arquitetado a morte da “rival” em um triângulo amoroso, Denise Almeida da Silva, 34. As duas dividiam, segundo a polícia, o mesmo amante: o empresário Marco Souto. Os três eram casados, mas mantinham relacionamentos extraconjugais.

A vítima, Denise Almeida, foi alvejada com dois tiros no dia 12 de novembro de 2014 dentro do carro dela, quando saía do estacionamento da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus. Denise foi surpreendida por um homem que bateu no vidro do carro e efetuou três disparos. Denise foi hospitalizada e sobreviveu. Segundo a polícia, o objetivo era matar ou deixar a vítima aleijada.

Marcelaine foi denunciada pelo Ministério Público do Estado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, seguindo o inquérito produzido pela Polícia Civil do Amazonas. Ela poderá ficar presa durante 15 anos em regime fechado caso seja condenada a pena máxima, segundo o juiz Mauro Antony, responsável pelo caso, que corre em segredo na Justiça.

Marcelaine foi presa pela Polícia Federal no dia 5 de janeiro de 2015 dentro do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes ao chegar de uma viagem de Miami, nos EUA, onde estava desde dezembro de férias com o marido, o empresário Edmar Costa. Ela teve voz de prisão decretada dentro da aeronave. Ela foi levada pela Polícia Federal (PF) ao Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, no KM 8 da rodovia BR-174.

Mais prisões

Na época, a polícia também prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento no crime: Rafael Leal, o “Salsicha”, o autor dos disparos contra a universitária; Charles “Mac Donald”, o negociador; Karen Arevalo, responsável por conseguir o revólver; e o vigilante Edney Costa Gomes, 27, preso no dia 19 de dezembro. Segundo a polícia, ele seria o responsável por indicar e fornecer contatos do primo dele, Charles Mac Donald’s, e de Rafael Leal. Eles receberiam R$ 6,5 mil de Marcelaine.

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