Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
CRIME

Esposa e amigo de infância planejaram morte de empresário esquartejado em Manaus

Conforme a polícia, a assessora parlamentar planejou a morte do marido para ficar com sua herança



casal.jpg (Foto: Winnetou Almeida)
25/09/2017 às 12:24

Acusados de cometerem crime de homicídio e ocultação de cadáver, Alexandre Cavalcante dos Santos, 33, o "Caverna",  e a assessora parlamentar Elcilane Silva Souza,  36,  a "Nega", foram presos pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado  (DRCO). A dupla está envolvida na morte do empresário Emerson Pinto dos Reis, 38, que era marido de "Nega", ocorrido no dia 10 de abril deste ano, dentro da casa da vítima, no bairro São Raimundo,  na Zona Oeste de Manaus.

Conforme a polícia, a vítima foi dada como desaparecida pelos familiares, no entanto, no decorrer das investigações os policiais acabaram descobrindo que o empresário foi assassinado.  "A família dele nos procurou dois dias após a morte dele, mas até então eles achavam que ele estava desaparecido. Só mais tarde tivemos a convicção de que ele tinha sido vítima do homicídio e dentre os autores estavam a esposa dele e uma amigo de infância dele",  disse a delegada Catarina Torres,  da Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops).

A motivação, segundo a polícia seria financeira. "A vítima e a esposa estavam passando por uma crise no relacionamento e com medo de que a separação saísse e ela não ficasse com nada, Nega planejou a morte do empresário", frisou o delegado do DRCO, Thomaz Vasconcelos.

Ele relatou ainda que no dia crime a mulher pagou “Caverna” e mais dois infratores identificados como Carlos Haroldo da Conceição Lopes, 23, que foi preso no município de Santarém, no estado do Pará, e  um adolescente de 17 anos,  que foi  aprendido e apresentado na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais  (Deaai).

"Ela levou os três rapazes para a casa do casal e lá os escondeu dentro do quarto. Durante a noite a mulher chamou o esposo para o cômodo, ocasião em que Caverna o segurou enquanto os outros dois esfaqueavam a vítima. Após o fato ela teve a ideia de esquartejar o corpo e guarda-lo dividido em duas malas", ressaltou o delegado.

Ainda na noite do crime a mulher chamou uma colega para a casa e a obrigou a ajudar se desfazer do corpo.  Elas então foram até o ramal do Brasileirinho e lá enterraram as duas malas.

O cadáver foi encontrado após as prisões dos envolvidos, no dia 10 de agosto. Todos foram indiciados por homicídio qualificado, associação criminosa e ocultação de cadáver.                       

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