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Manaus Hoje
começa o julgamento

Estuprador confesso de menina pode pegar pena máxima de prisão

Francinaldo Marialva Pereira, que confessou ter matado Jhuliany Souza da Silva, de apenas 7 anos, começou a ser julgado pelo Tribunal do Júri. Ele já pediu pena máxima e agora pede para morrer 15/12/2016 às 16:53
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Naldo foi preso em julho. Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

O pedreiro Francinaldo Marialva Pereira, o Naldo, 26, assassino confesso de Jhuliany Souza da Silva, de apenas 7 anos, (morta no mês de julho desse ano) vai ser levado a júri popular e, se o conselho de sentença decidir pela sua condenação, ele poderá receber até 50 anos de prisão, segundo informou o juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, Mauro Antony.

De acordo com o magistrado, Naldo foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, que tem pena máxima de 30 anos, estupro, no qual a pena pode chegar a 15 anos, e a ocultação de cadáver, que pode render pena de até seis anos em regime fechado. No dia que de sua prisão, Naldo pediu uma pena de 20 de prisão, no mínimo, para serem cumpridos em isolamento. 

Segundo Mauro Antony, na instrução processual, o acusado confessou ter matado e enterrado a menina, porém negou ter estuprado-a. Mas o laudo de necropsia feito no cadáver de Jhuliany atestou que a menina foi estuprada. O crime causou comoção social, pois a menina era vizinha do assassino, que frequentava a casa de sua família. 

Conforme o magistrado, Naldo disse que no momento do crime estava sob efeito de droga e não lembra de tudo que fez. Naldo disse estar arrependido de ter matado e enterrado a menina em uma cova rasa, a menos de três metros da porta da cozinha da casa onde ele mora com a família, no bairro Novo Aleixo. “Depois de tudo que eu fiz, me considero um monstro”, disse à época. 

Naldo foi preso depois de ter sido entregue à polícia pela própria mãe. Com as mãos trêmulas e falando em tom baixo, ele revelou detalhes do crime, revoltando principalmente os moradores do bairro onde moravam. 

O homem contou que no dia do crime era por volta do meio-dia, que ele estava só, abriu o portão da casa, quando olhou para rua, viu a criança parada na frente da casa onde morava. “Eu estava drogado. Sei lá o que aconteceu me deu uma doideira e a chamei lá pra casa”, contou.
“Eu a matei enforcada com as mãos, ela não chorou e nem gritou. Quando vi que ela estava imóvel, baixei a roupa dela. Foi rápido porque fiquei nervoso. Só trisquei e tirei”, afirmou, alegando não ter estuprado a criança. 

Com a vítima desfalecida, Francinaldo passou a colocar o dedo e o pênis na vagina da criança. Depois de satisfazer seus desejos, percebendo que a menina estava morta, resolveu ocultar o cadáver. Então foi até o quintal, cavou um buraco e enterrou o corpo da vítima, que só foi encontrado dois dias depois. “Desde lá, não consigo mais dormir, nem comer”, afirmou o réu confesso.

Réu pede para morrer, diz MP-AM

Depois de ter pedido pena máxima para si e prisão perpétua, agora, Francinaldo Marialva Pereira   está pedindo para morrer. De acordo com informações que chegaram ao Ministério Público do Estado do  Amazonas (MP-AM), Naldo tem batido a sua cabeça contra a parede da cela onde está preso pedindo a morte. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e a denúncia foi apresentada pelo promotor de justiça Rogério Marques.

De acordo com a denúncia, no dia do crime, Naldo estava sozinho em casa quando viu a menina em frente à estância onde morava e a chamou. Ele ofereceu a ela R$ 20 e a atraiu para dentro de sua casa com o intuito de estuprá-la. 

Naldo disse que levou Jhuliany para dentro do quarto da mãe dele, lá começou a tocar em suas partes íntimas, mas ela começou a gritar. Então ele tapou a boca da menina e passou a enforcá-la fazendo com que Jhuliany perdesse os sentidos.

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