Terça-feira, 21 de Maio de 2019
CRIME

Ex-presidiário é assassinado a tiros em via pública no bairro São Raimundo

Edirley de Oliveira Barroso, de 40 anos, era assassino confesso de um estudante e respondia processo por tráfico de drogas. Vizinhos relatam que apesar disso, ele era uma pessoa de bem, honesta, trabalhador e pai de família



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Fevereiro de 2016, Edirley foi preso por ter matado com um tiro no peito um estudante. (Foto: Divulgação/Arquivo)
28/01/2017 às 12:19

O ex-presidiário Edirley de Oliveira Barroso, de 40 anos, foi assassinado por volta das 20h30 de sexta-feira (27). Autor dos disparos, de acordo com testemunhas, estava na garupa de uma motocicleta de cor preta. Apesar de ser o assassino confesso de um estudante e de responder processo por tráfico de drogas, moradores da rua São Sebastião, bairro São Raimundo, Zona Oeste disseram que ele era uma pessoa de bem, honesta, trabalhador e pai de família.

O corpo de Edirley está sendo velado na casa da família na rua Santa Helena no mesmo bairro, onde familiares, ainda abalados emocionalmente, não quiseram falar sobre a morte dele. O ex-presidiário era morador antigo do bairro e no velório havia muitas pessoas, familiares e amigos.

De acordo com informações da Polícia Militar, o crime aconteceu na rua São Sebastião Mem, via pública no momento que ele e um amigo caminhavam quando surgiram dois homens em uma motocicleta. O que estava na garupa desceu e fez os disparos pelas costas. Um deles atingiu a nuca de Edirley.

O amigo, que não teve o nome revelado e que estava armado com uma arma de fogo, reagiu e atirou contra os ocupantes da moto no momento que fugiam. A polícia não tem informações se o tiro acertou alguém.

Há informações, que não foram confirmadas pela família, de que a vítima recebia ameaças de morte. Em fevereiro do ano passado, Edirley foi preso por ter matado com um tiro no peito o estudante Moisés Barreto Ferreira, 17, na Praça da Saudade, na rua Ramos Ferreira, Centro de Manaus.

Na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) onde foi ouvido, Edirley confessou o crime, disse que estava arrependido e que o tiro disparado foi acidental. “Eu não tinha a intenção de matá-lo. Só fui para roubar, mas ele lutou comigo e a arma disparou acidentalmente”, disse.


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