Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020
Preso em outro Estado

Ex-presidiário Plenitude é preso em Pernambuco com documentação falsa

Ele é considerado um bandido de altíssima periculosidade e responde por uma série de crimes graves, inclusive homicídio



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24/10/2020 às 15:46

Em uma parceria entre as Polícias Civis de Pernambuco e do Amazonas, o ex-presidiário Francisco Gleisson Jucá da Rocha, 28, conhecido como “Plenitude”, foi preso em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (PE), portando documentos falsos. A prisão aconteceu após uma consulta do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) na última sexta-feira (23).

Plenitude é considerado um criminoso de alta periculosidade. Em dois anos ele trocou, pelo menos, três vezes de facção, pulando das facções locais para os grupos criminosos do Rio de Janeiro (RJ). Ele é acusado de vários homicídios cometidos em Manaus.



Prisão

Plenitude foi preso ao apresentar RG falsificado com o nome de Ricardo Monteiro dos Santos. Os policiais pernambucanos desconfiaram da fraude e entraram e contato com a Polícia do Amazonas. Ele foi preso em flagrante e a justiça já converteu sua prisão para preventiva.

Em sua ficha, Plenitude tem registro de prisão na Operação “Domínio da Lei”, que desarticulou a atuação de uma organização criminosa do tráfico de drogas na abertura e consolidação da extinta invasão Monte Horebe, nas proximidades do Residencial Viver Melhor, no Lago Azul, zona norte da cidade. Enquanto os policiais localizavam uma área onde foram encontrados corpos enterrados em valas clandestinas, Plenitude foi preso em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra, com uma arma de fogo e dois veículos.

Entre o histórico de crimes, Francisco Gleisson teve seu primeiro registro pelo Sistema Integrado de Segurança Pública do Amazonas (Sisp) em 2013, denunciado pela companheira por violência doméstica. Depois disso, há registros de prisão nos anos de 2017, 2019 e 2020, todos por posse irregular de arma de fogo.

Em 2018, já no sistema prisional, teve seu nome envolvido na operação “Keres”, deflagrada no bairro Lago Azul, pela Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros (DEHS). Plenitude foi apontado como o chefe da organização criminosa que atua no bairro Lago Azul e, mandante do assassinato de Rodrigo dos Santos Aranha, conhecido como “Baloteli”, ocorrido em dezembro de 2017. Neste caso, um grupo de 22 pessoas lideradas por Plenitude  agrediram, mataram, decapitaram e jogaram a cabeça de Baloteli nas proximidades de uma quadra de esportes.


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