Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
TRIPLO HOMICÍDIO

Ex-presidiários são mortos em beco após receberem telefonema na Redenção

Três homens foram executados no beco Mirasselva. Segundo familiares, trio tinha envolvimento com tráfico de drogas e roubos. Marcas de tiros nas casas aumenta clima de insegurança entre os moradores



sangue.JPG Homens levaram 19 tiros durante triplo homicídio na Redenção (Foto: Aguilar Abecassis)
02/07/2016 às 13:52

Os ex-presidiários Helbeson Marinho de Souza, 30, o “Bode”; Kaik Havely Freitas de Miranda, 21, o “Negrete”; e José Rafael Pires Batista, 25, o “Thiel”; foram executados com tiros de pistola calibre ponto 40, arma de uso exclusivo das policias, depois de terem recebido um telefonema de uma pessoa identificada como “Olhão” para irem a um encontro no beco Mirasselva, bairro Redenção, Zona Centro-Oeste.

Negrete e Thiel levaram seis tiros cada um e Bode sete. Os três morreram na hora. De acordo com informações de familiares, as vítimas tinham envolvimento com tráfico de drogas e roubos. Moradores do local onde ocorreu o crime disseram que os três eram perigosos e com passagem pelo sistema prisional.

De acordo com moradores do beco Mirasselva, o crime aconteceu por volta da meia-noite de sábado (1). Os três homens estavam sentados na calçada da casa de numero 1, quando um carro Voyage parou na entrada do beco. Um homem desceu e foi na direção dos três e começou a atirar. Thiel ainda tentou escapar, mas caiu morto na calçada da casa ao lado.

Um familiar de Bode disse que os três eram comparsas e praticavam crimes juntos. Ele e Thiel estavam em liberdade havia três meses, mas continuavam praticando o crime. A mãe de Negrete, que não quis se identificar, disse que o filho era usuário de drogas, mas estava saindo do crime e  frequentando uma igreja evangélica. Os familiares acreditam que foram policiais os autores do crime.

Os moradores disseram que ouviram muitos tiros e deixaram marcas nos portões, muros e calçadas das casas. Hoje pela manhã, moradores, ainda assustados, conversavam sobre o crime e disseram que o clima no beco é de insegurança, porque além do tráfico de droga os assaltos de ladrões de motocicleta são constantes.

O delegado do 17º Distrito Integrado de Polícia (Dip) Miguel Ribeiro esteve ontem de manhã no local do crime e disse que a polícia  tem uma linha de investigações e nomes de vários suspeitos. De acordo com ele, o bairro da Redenção é dividido pelo tráfico de droga entre os traficantes identificados como “Deo”, “Tiago” e “Eliézio”, e que a maior parte das mortes acontece por disputa de território.


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