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DUPLO HOMICÍDIO

Família nega apoio a suspeito de mandar matar pai e irmã em Coari

"Nossa família nunca iria compactuar, nem mesmo apoiar uma pessoa que estivesse envolvida na morte de alguém, sobretudo, de um ente familiar", disse cunhado da vítima 22/02/2017 às 05:00 - Atualizado em 22/02/2017 às 07:50
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Ao desembarcar em Manaus, Neto disse que vai provar sua inocência e que estava tendo apoio de toda família. Foto: Jander Robson/ Freelancer
Dani Brito Manaus

Revoltados com as declarações de Glaucio Luiz Antony Barros, 29, o “Neto”, familiares do dentista Francisco Ferreira Barros, 72, e da filha dele, Glaucia Rayssa Antony Barros, 25, mortos na última quinta-feira, dentro da casa, no município de Coari, emitiram nota desmentindo a versão de Neto, apontado pela polícia como o mandante do crime, que em entrevista afirmou que estava recebendo apoio total da família.

Neto disse que era inocente e que estava tendo o apoio de toda a família. A CRÍTICA entrou em contato com o cunhado de Francisco, pai de Neto, o jornalista Hildebrando Antony, 57, que desmentiu a versão do sobrinho. “Nossa família nunca iria compactuar, nem mesmo apoiar uma pessoa que estivesse envolvida na morte de alguém, sobretudo, de um ente familiar. Desde que soubemos que havia uma sombra de envolvimento dele no crime, não tivemos mais contato com ele”, disse .

Segundo o tio do suspeito, Neto foi adotado ainda quando era pequeno e sempre recebeu carinho e atenção de todos. “Ele teve todas as oportunidades de se tornar uma pessoa de bem, estudou em ótimas escolas e recebeu a mesma educação que os outros irmãos. Se estiver realmente envolvido na morte do pai e da irmã, merece pagar pelo crime que cometeu”, destacou Hildebrando, ressaltando que tinha pouco contato com o suspeito, uma vez que mora em Manaus. Contudo, ele afirmou que soube por outros familiares que Neto e Francisco tinham brigas constantes.

Neto foi preso no último domingo, em cumprimento a mandado de prisão, suspeito de ser o mandante das mortes. Segundo a polícia, o “serviço sujo” foi contratado pelo valor de R$ 5 mil.

Segundo o delegado Juan Valério, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Neto planejou a morte do pai após ter a informação de que ele teria vendido uma casa da família, no valor de R$ 100 mil, e que iria dividir o dinheiro entre os três filhos, dando uma parte maior para Glaucia, que devido a dificuldades financeiras tinha parado de fazer o curso de medicina na Bolívia.

“Ele queira ficar com a maior parte do dinheiro e por isso já tinha inclusive se desentendido outras vezes com a vítima. O plano era ficar com todo o dinheiro para ele”, destacou. Depois de planejar tudo, Neto contratou Kaysoney Pena da Silva, 21, o “Neyzinho”, para executar o plano. “Neyzinho”, por sua vez chamou João Oliveira da Silva, 26, o “Joãozinho” para ajudar na execução.  “A ideia era matar apenas o pai, porém, como a irmã dele também estava na casa no dia, também foi executada”, disse o delegado, ressaltando que João revelou que a ideia era simular um assalto.

Três indiciados pelo crime
Neto, Kaysoney e   João  foram indiciados por homicídio qualificado. Kaysoney e   João permanecem presos no município de Coari. Neto foi transferido para Manaus e, por enquanto,  deverá permanecer preso na DEHS, à disposição da Justiça. O crime chocou a cidade de Coari.

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