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Manaus Hoje
outro lado

Familiares e amigos defendem mãe de bebê estuprado e mordido pelo padrasto

Ato na manhã de hoje (17) reuniu conhecidos da mulher, que está presa, em frente ao fórum Henoch Reis. Advogada afirmou que a criança, que está internada, 'chama pela mãe quando está com fome' 17/06/2016 às 10:27
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Fotos: Winnetou Almeida
Vinícius Leal e Joana Queiroz Manaus (AM)

Amigos da mãe do bebê de 1 ano e 4 mês que levou mais dez mordidas pelo corpo estão nesse momento na frente do fórum Henoch Reis com cartazes é faixas pedindo justiça para ela. Eles alegam que a mãe é inocente e que está presa injustamente. A criança, além de mordida, foi estuprada pelo namorado da mãe, de 17 anos. A mãe está presa por omissão.

"Queremos sensibilizar o coração das autoridades para que a coloquem em liberdade. Ela não teve participação nesse crime"disse Ewerton Bruno, amigo da mãe. Bruno disse ainda que a mãe do bebê está sofrendo ameaças pelas redes sociais por um crime que não cometeu. "Nós a conhecemos bem, sabemos o quanto ela ama essa criança" disse.

Família defende mãe

O bebê não precisará sofrer amputação do pênis, segundo informou parentes maternos dele através da advogada da família, Léa Fernades. mãe, que está presa.

De acordo com a advogada, o bebê, que está internado em quadro estável no Pronto Socorro da Criança da Zona Sul, “chama pela mãe quando está com fome” no hospital. Atuamente, a mãe está detida no Centro de Detenção Provisório Feminino, no Km 8 da BR-174. Conforme a advogada, ela está com seios fatos de leite e sente dores por não poder amamentar.

A advogada foi contratada pelo avô e pelos seis tios maternos do bebê para fazer a defesa da mãe no inquérito. A mãe é suspeita de participar do crime e foi indiciada por tortura por omissão e estupro de vulnerável por omissão. Já o suspeito do crime, o padrasto 17 anos, está detido e responderá por ato infracional análogo à tortura e estupro de vulnerável.

Segundo a advogada, os familiares maternos do bebê acreditam e querem provar a inocência da mãe. “Há mentiras sendo divulgadas nas redes sociais. A família está bastante revoltada com os xingamentos e o pré-julgamento da moça”, disse, ontem (16).

De acordo com Léa Fernandes, o pai biológico do bebê também é presente e está apoiando. “Eles têm a convicção da inocência dela (mãe). Eles são uma família bem grande e unida, e todo mundo acredita que tem uma história mal contada, todo mundo é a favor dela”, contou.

Ele confessou

O padrasto confessou o estupro e a tortura à polícia, disse que estava drogado e que maltratou o bebê ter ficado com ciúmes da namorada durante a festa de aniversário dela. Ele isentou a mãe de culpa. O ato aconteceu na madrugada do domingo passado, na casa deles, no bairro Mauazinho, Zona Leste.

A mãe negou envolvimento, disse que na noite de sábado saiu para a festa de aniversário dela, ingeriu bebidas alcoólicas e, quando chegou em casa, colocou o bebê para dormir entre ela e o namorado. “Apenas pela manhã (ela) observou o filho urinando sangue e com os hematomas”, disse a delegada Juliana Tuma.

O ato de estupro

De acordo com a polícia, o padrasto confessou que mordeu o bebê, que introduziu o dedo no ânus da criança e tapava a boca do menino para sufocar os gritos. A mãe relatou também que escutou o bebê chorando, mas que não quis se levantar. O crime só foi descoberto na manhã de domingo, após a avó estranhar as mordidas na bochecha do bebê.

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