Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020
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Festa de aniversário termina em tiros e agressões em Iranduba

Confusão envolveu empresário do município e sargento da Polícia Militar



agress_o_DB3F7238-9762-461D-96C8-1852D74481E9.JPG José Carlos Lima Neto, 24, e familiares afirmam que foram agredidos. Fotos: Reprodução / Internet
16/06/2020 às 18:10

Uma festa de aniversário realizada na tarde de domingo (14) em Iranduba, região metropolitana de Manaus, acabou com tiros de pistola e denúncia de agressão policial no 31° Distrito Integrado de Polícia (DIP). O administrador de empresas José Carlos Lima Neto, 24, celebrava a data ao lado de familiares na residência do pai, o empresário Marcelo Melo de Lima, 47, localizada na rua Valparaíso, Ramal do Chisa.

Por volta das 21h20, o sargento da Polícia Militar e ex-candidato a vereador Jussandro Said, que mora em uma casa ao lado, reclamou do volume da música. A família atendeu ao pedido, mas logo Said voltou à rua com expressão ameaçadora. “Meu sogro foi questionar o que estava incomodando ele, em seguida meu noivo se aproximou e pediu que o pai voltasse para casa, porque o vizinho precisaria de nós. Afinal, nas eleições sempre somos importantes para esse tipo de gente”, relatou a auxiliar de arquivo Stephanye Sena, 24, em post publicado numa rede social.



A declaração teria irritado Said, que tentou agredir Marcelo antes de entrar em casa para buscar uma pistola com a qual efetuou cinco disparos – dois na direção dos homens e três no chão. Sena conta que, diante da confusão, policiais do quartel da PM em frente à residência saíram em defesa do colega, aplicando chutes e empurrões nos convidados.

“Minha filha, que enfrenta uma gravidez de risco de seis meses, foi empurrada”, revolta-se o empresário. “Eles não perguntaram o que estava acontecendo e nem nos defendeu do covarde que atirou a troco de nada”, lembra Sena.

Marcelo dirigiu-se ao 31° DIP para registrar o Boletim de Ocorrência. Ao entrar na delegacia, o empresário teria recebido um golpe de mata-leão de um policial que o conduziu até um corredor, onde foi agredido com chutes e pontapés por vários oficiais.

“Meu olho direito ficou muito machucado, não sei se voltarei a enxergar novamente”, lamentou o empresário, que teve o celular destruído durante os ataques. Ele foi algemado e esperou cerca de meia hora até o início do depoimento do vizinho.

“Não nos deixaram fazer B.O porque alegaram que esse tipo de situação se resolve na corregedoria”, disse Sena. “Entramos com uma ação contra o policial. Nossa advogada está terminando toda a documentação para que possamos ir até a corregedoria”.

A auxiliar afirma que começou a receber ameaças de policiais após publicação de nota em defesa de Said no Facebook, assinada pelo Sargento Brito Souza, presidente do Grêmio das Praças da Polícia e Bombeiros Militares de Iranduba e Careiro da Várzea.

Na publicação, o oficial contesta a versão da auxiliar de escritório e afirma que Said foi obrigado a disparar os tiros para dispersar a multidão que teria invadido a casa do sargento para agredi-lo. A Polícia Militar informou que está apurando as circunstâncias ligadas aos fatos apresentados.

“Salientamos que a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) deverá instaurar um procedimento administrativo, no qual todos os elementos apresentados durante o processo investigatório serão apurados na forma transparente que o caso requer”, informou a assessoria de imprensa do órgão.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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