Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
'SAIDINHA DE BANCO'

Funcionário do MPE fazia parte de quadrilha que roubou mais de R$ 180 mil em Manaus

O concursado do MPE, o motorista Manuel Eduardo Angelina, 26, passava informações privilegiadas sobre a movimentação na agência do banco do órgão



quadrilha.JPG Os homens foram apresentados na Delegacia Geral do Amazonas (Foto: Jander Robson)
18/09/2017 às 11:29

Uma quadrilha especializada em praticar roubos, em especial os conhecidos como "Saidinha de banco", foi presa nesse final de semana por policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Dentre os integrantes do grupo está um funcionário concursado do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o motorista Manuel Eduardo Ramalho Angelina, 26. Segundo a polícia, o homem passava informações privilegiadas sobre a movimentação na agência do banco do órgão.

"Ele era funcionário há cerca de oito anos e se aproveitava da oportunidade de estar dentro do local para passar as informações ao restante do bando. Ao total, ele participou de dois roubos envolvendo procuradores aposentados", destacou o delegado do DRCO, Guilherme Torres.

Além do motorista, foram presos também Diogo da Silva Magalhães, 26, que cumpria pena no regime semiaberto pelo crime de roubo; o pai dele, Francisco Emílio Pereira Magalhães, 49, que era responsável por guardar as armas que o bando utilizava durante os roubos; Jefferson Izidoro Ramos, 44, que esteve presente nos dois roubos aos aposentados; e Isaú Jacó Braga dos Reis, sendo que este último estava fugindo do sistema prisional com Diogo.

Na casa de Francisco foram apreendidas três pistolas, sendo duas de ponto 40 e uma calibre 45, além de mais de 100 munições e dois carregadores de metralhadora.

Ainda segundo o delegado, o grupo está envolvido também com o tráfico de drogas na capital, além de roubos e homicídios na capital. "Iremos dar continuidade às investigações, até mesmo porque conseguimos por meio de quebra do sigilo telefônico indícios de que já participaram de muitos crimes. Esses renderam mais de R$180 mil a eles. O dinheiro era todo dividido e muitos deles acabam ostentando em festas", destacou Torres.

De acordo com a promotora Cristiane Corrêa, do MP-AM, já foi instaurado um procedimento administrativo dentro da instituição, que deverá decidir pela exoneração do funcionário público.

Todos foram indiciados por associação criminosa, roubo e tráfico de drogas, crime com exceção de Francisco, que foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.

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