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Manaus Hoje
Investigação

Ginecologista suspeito de estupro contra paciente é intimado a depor

Delegado do 10° DIP, Paulo Benelli, aguarda os laudos dos exames que possam confirmar a participação do médico 06/10/2016 às 18:37 - Atualizado em 08/10/2016 às 11:35
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Caso está sendo investigado pelo 10° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Foto: Arquivo/AC
Rafael Seixas Manaus (AM)

O ginecologista de 50 anos que é acusado de estuprar uma paciente de 26 anos, na tarde da última terça-feira (4), dentro de um consultório médico no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus, já foi intimado a depor no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A informação foi dada pelo delegado titular, Paulo Benelli, em entrevista à reportagem do Portal A Crítica na tarde desta quinta-feira (6). Ele não revelou o nome do médico. 

“Estamos aguardando o resultado dos laudos. O médico já recebeu a intimação para comparecer ao interrogatório. Solicitamos os laudos do exame de conjunção carnal do IML [Instituto Médico Legal] e do Instituto de Criminalística, e também do IML, a perícia dos objetos encontrados na clínica, daqueles preservativos que estavam no saco de lixo. Pedi dos dois órgãos porque quero ter a certeza absoluta”, declarou o delegado.

Sobre a data do interrogatório e dos laudos, Benelli disse que não pode informar por questões referentes à investigação. “O que posso dizer é que o resultado do exame de conjunção carnal da vítima sairá em dez dias. Comprovada a participação do médico, haverá o seu indiciamento e ele sofrerá todas as consequências de quem é indiciado em um inquérito policial”.

No Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM) ainda não há nenhuma denúncia formal referente ao caso. Segundo o presidente do CRM, José Bernardes Sobrinho, é importante que a vítima faça uma denúncia junta ao conselho ou que seja divulgado o nome do médico por parte da Polícia Civil, pois assim poderá abrir uma sindicância ex-officio.

“Não chegou nada para nós sobre este caso. O que sabemos é o que está na imprensa. Ninguém sabe o nome do médico e sem isso não temos como fazer nada. Estou esperando o delegado mandar o B.O [Boletim de Ocorrência], porque talvez comunique o conselho. Quando tivermos os nomes do denunciante e do denunciado, nós vamos ouvir as partes envolvidas”, disse o presidente.

“Se for confirmada a participação do médico no caso, ele responderá um processo junto ao conselho e será julgado por 11 a 21 conselheiros, podendo receber punições que vão de ‘A’ a ‘E’. ‘A’ é a mais branda e é uma advertência e a punição mais pesada é a ‘E’, que é a cassação do registro profissional. O que posso lhe garantir é a isenção do corporativismo [nesse processo]. Nós condenamos veementemente esse tipo de conduta”, finalizou.

Em depoimento, a vítima relatou para o delegado Benelli que nunca tinha passado por aquilo, já que era atendida há seis anos pelo ginecologista e que, na terça-feira (4), ele o tocou de forma diferente durante todo o procedimento. “Ele saiu por alguns segundos e voltou com pênis ereto, sem a parte de baixo e segurou os braços dela e foi pra cima dela e cometeu o estupro”, contou o titular do 10° DIP.

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