Domingo, 31 de Maio de 2020
DECISÃO

Givancir irá responder por homicídio e tentativa de homicídio, diz delegado

Presidente do sindicato dos rodoviários está preso suspeito de atirar contra um jovem, em Iranduba, e ferir uma mulher trans



show_72c8bc42-9900-4755-a667-cc86d29e24a1.jpg Foto: Divulgação
06/03/2020 às 18:47

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de Oliveira, será indiciado pelos crimes de homicídio contra Bruno de Freitas Guimarães, 24, e tentativa de homicídio contra uma mulher trans, identificada como 'Tshelsy', informou hoje à tarde o delegado Geraldo Elói, titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), no município de Iranduba, distante 27 quilômetros de Manaus.

De acordo com o delegado, Givancir foi ouvido, inicialmente, na segunda-feira (2) em termo de declaração e não chegou a ser indiciado, mas agora já há elementos suficientes para isso. O sindicalista será ouvido novamente e, de acordo com Elói,  desta vez servirá para explicar alguns pontos que surgiram durante as investigações.



Enquanto isso, o sindicalista permanece preso cumprindo prisão temporária de 30 dias. O delegado conformou se pedirá que a temporária seja transformada em preventiva. De acordo com Elói, as investigações estão andando e ele ainda tem mais de 20 dias para concluir o inquérito policial e encaminhá-lo à Justiça.

O delegado informou que a vítima sobrevivente, a mulher trans, também será ouvida. Ela já teve alta hospitalar e, de acordo com familiares, temendo ser morta decidiu ficar em outra cidade. A informação é que o advogado dela entrou na justiça com um pedido de proteção como garantia de segurança.

Mandado de busca e apreensão

Na quinta-feira (5) o delegado deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão na casa do sindicalista onde cinco pessoas, dentre elas quatro policiais militares que faziam a segurança do local da casa de Ginvacir foi presos. Durante a ação foram apreendidas oito armas de fogo, sendo pistolas dos calibres 380, ponto 40 e ponto 45, além de várias munições. 

“Nossa equipe foi até o local, onde uma pessoa se apresentou como responsável pela segurança da casa. Quatro pessoas se apresentaram como policiais militares, e disseram fazer parte da segurança da casa. As armas estavam com a numeração suprimida. Com base nisso, eles foram autuados por porte e posse ilegal de armas”, disse o delegado Elói.

O delegado afirma que a ação policial de ir à casa de Givancir tinha como objetivo integrar provas à abertura do inquérito que tem o sindicalista como principal suspeito. De acordo com o delegado, foi realizada uma abordagem no veículo que chegava na casa do sindicalista. O motorista se identificou como policial militar e disse que não estava armado; no entanto, durante a abordagem, foi encontrada uma pistola, granadas e bombas de gás de efeito moral, além de outra espingarda de calibre 12.

As pessoas foram autuadas em flagrante, ainda segundo o delegado. Após abordagem, a polícia não encontrou registro de que o motorista seria policial.

Hoje à tarde, o comandante Geral da Polícia Militar, coronel Ayrton Norte, determinou que os policias militares sejam afastados das funções.

Norte informou também que, pela manhã, exonerou da corporação um dos policiais. “Ele foi expulso das fileiras da Polícia Militar a bem da disciplina porque já respondia outro procedimento que estava concluído”, disse o comandante.

De acordo com Norte, este perdeu a prerrogativa de ficar preso no Núcleo Prisional da Polícia Militar, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, indo direto para uma unidade prisional comum.

Repórter de A Crítica

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