Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
VIOLÊNCIA

Fugitivo do Compaj é executado com 17 tiros após ter casa invadida

Crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira, em uma comunidade no Tarumã-Açu; polícia ainda não tem suspeitos para o crime



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02/04/2020 às 09:54

Um homem identificado como Fabrício Noronha da Costa, de idade não divulgada, teve a casa invadida e foi executado com pelo menos dezessete tiros, na rua Caranda, situada na Comunidade Ismail Aziz, bairro Tarumã-açu, Zona Oeste de Manaus, na madrugada desta quinta-feira (2).  Ele era fugitivo do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, na fuga em massa ocorrida em janeiro de 2017 após o massacre no presídio.

O fato ocorreu por volta das 4h, segundo o Instituto Médico Legal (IML). Segundo a 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o homem morava com a mulher. Policiais militares da delegacia foram acionados por uma moradora da casa invadida, por volta das 3h30, e estiveram presentes no local.



A moradora informou à polícia militar que homens haviam invadido a casa onde ela mora, assassinando o marido de uma inquilina da residência. 

Após executar a vítima, os homens fugiram do local. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investigará o caso a fim de identificar a identidade, paradeiro e motivação do quarteto foragido.

Segundo informações repassadas pelo dono do imóvel, um grupo de homens armados invadiu o local, cortou uma corrente que fazia a segurança da casa e, depois de arrombar o cômodo onde Fabrício estava, efetuou os disparos.

"Eu pensei que era briga de marido e mulher. Depois eu ouvi os tiros, vi a corrente que eles cortaram, que era grossa [...] Ele havia me dito que tinha vindo do interior. Veio pra cá há doze dias. Só vivia na casa dele", esclareceu o proprietário, que não quis se identificar por medo de uma possível retaliação dos criminosos.

Durante a perícia do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), foram identificadas 17 cápsulas deflagradas de pistolas de calibres 380 e 9 milímetros. 

Na hora do crime, segundo a esposa da vítima, Fabrício estava na sala da casa e a companheira no quarto. Somente ele foi atingido.

Histórico criminal 

Em consulta aos órgãos judiciais, foi constatado que a vítima respondia por um homicídio ocorrido em 2017. Enquanto cumpria pena no Instituto Prisional Antônio Trindade (IPAT), ele havia sido responsável por outro homicídio na unidade. No momento em que houve o segundo massacre do país, onde 56 detentos foram mortos, Fabrício fugiu juntamente com outros 62 presos.


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