Quarta-feira, 05 de Maio de 2021
Space Gold

Homem é preso por comercializar bolinhos de maconha em rede social

Ele comercializava os produtos nas redes sociais e tinha adolescentes como seu principal público



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10/04/2021 às 11:19

Leandro Queiroz Mendonça, 28, foi preso suspeito de comercializar bolinhos feitos com maconha, em redes sociais. O público-alvo era de adolescentes, segundo delegado da Polícia Civil do Amazonas (PCAM). 

A operação, batizada de “Space Gold”, contou com ação do cão farejador Odin e ocorreu por volta das 16h de sexta-feira (9), no bairro Praça 14 de Janeiro, situado na Zona Sul de Manaus. Leandro foi preso pela polícia no momento em que saía de casa para entregar bolinhos, segundo a PCAM. 



Segundo o delegado Paulo Mavignier, titular do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), a polícia apreendeu aproximadamente 100 brownies de sabor chocolate, que continham maconha. As investigações começaram há um mês, quando os policiais foram informados que Leandro comercializava os doces conhecidos como “Space Gold” em uma rede social. 

As equipes policiais fizeram buscas no imóvel, com ajuda do cão Odin, e encontrarem os produtos ilícitos acondicionados dentro de uma geladeira. 

Leandro responderá pelo crime de tráfico de drogas e será levado à audiência de custódia.

Ainda conforme Mavignier, a “Space Gold” foi a primeira ação dessa natureza.  Leandro preparava a maconha em “banho Maria”, para ativar princípio ativo do entorpecente, o que geraria o efeito psicoativo após ingestão. Os doces eram feitos de forma que a maconha ficava diluída na massa. “Fica um alerta aos pais que já viram bolinhos com esse rótulo em suas casas. Fiscalizem os filhos”, disse o delegado. 

O titular do Denarc afirmou, também, que um dos riscos dos brownies é o do efeito tardio, que demora a produzir sensações no organismo e também a sair do corpo humano. “A pessoa, quando come, acha que não tinha maconha ou quantidade suficiente, e acaba comendo além do que deveria, o que gera um efeito maior e pode levar o indivíduo ao pronto socorro”, disse. 

Os efeitos da maconha também podem gerar transtornos psiquiátricos e comportamentais, ainda conforme Mavignier. 

Rotina de vendas ilegais 

A ação do suspeito era organizada. Leandro utilizava de cartões de fidelidade, dava brindes e amostras grátis aos “clientes”. A droga utilizada nos bolinhos era maconha do tipo “skunk”. Os doces custavam, em média, entre R$ 30 e R$ 50 e eram vendidos mediante dinheiro ou depósitos de Pix. 

Leandro produzia os bolinhos entre terça-feira e quarta-feira e os vendia durante quintas-feiras, sextas-feiras e sábado, de acordo com o delegado. Os locais de venda envolviam festas clandestinas e casas (entrega em domicílio). 

“Uma coisa que assustou o Departamento foi a quantidade de contato de jovens que ele tinha na agenda telefônica com negociação desses entorpecentes”, disse Mavignier. 

A família negou conhecimento da ação criminosa do suspeito. A participação dela será investigada no decorrer do Inquérito Policial (IP).


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