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Manaus Hoje
FEMINICÍDIO

Homem que acertou tiro no peito da esposa grávida diz que 'não queria matar'

Robson Nascimento da Silva, de 24 anos, chorou e confessou ter matado a mulher, mas disse que foi um acidente. 'Quando vi a arma disparou no peito dela' 12/10/2018 às 11:54
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(Foto: Winnetou Almeida)
Fábio Oliveira Manaus

O ajudante de pedreiro Robson Nascimento da Silva, de 24 anos, anos foi apresentado, nesta sexta-feira (12), como o responsável pela morte da própria companheira, Jociquele Araújo Pereira, 28, que estava grávida de três meses. Ela foi morta com um tiro no peito, na noite da última quarta-feira (10), dentro da casa dela, na comunidade do Acara, no Lago Azul, Zona Norte de Manaus. O crime aconteceu após uma discussão entre os dois.

Robson foi preso na manhã de quinta-feira por policiais militares da 12ª Companhia Interativa Comunitária, após denúncia. Ele foi capturado dentro de uma casa na comunidade Novo Mundo, no bairro Parque das Nações, na Zona Centro-Sul. Para a Polícia Militar e Civil, ele confessou o crime, mas não esclareceu a motivação e ainda alegou que o disparo foi acidental, fato que será investigado.

De acordo com o delegado Bruno Fraga, titular do 26º Distrito Integrado de Polícia, Robson apresentou versões sem sentido, não soube justificar como a arma estava em sua mão, nem a motivação da discussão, que culminou na morte. Segundo o delegado, o suspeito relatou que a companheira partiu em sua direção, tentou bater a porta nele e a arma disparou.

“Ele apresenta versões desconexas, não diz nada que nos ajude, não sabe nem dizer como pegou a arma, onde ela estava, não sabe justificar nada”, ressaltou, acrescentando que após o disparo, a vítima ainda foi socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu ao ferimento de bala. Robson chorou e alegou que não queria matar a esposa, pois estava esperando outro filho dele.

“Eu não queria matar, jamais faria, ela me chamou para tomar banho, falei que ia depois, e quando eu vi a arma disparou no peito dela, só vi o buraco e fiquei desesperado. Foi um acidente”, disse Robson. Quanto a arma de fogo, ele informou que apenas guardava o revólver, calibre 38, para um homem do bairro.

“A arma não é minha, me deram apenas para guardar”, complementou. O delegado Bruno Fraga informou que Robson não possui passagens pela polícia, mas que, segundo a família, possuía um histórico extenso de discussões e agressões contra a esposa. “Os familiares dela afirmaram que ele tem um histórico de brigas com ela, mas não sabemos o motivo, nem ele soube dizer”, contou.

O revólver calibre 38 não foi encontrado pelos policiais militares. Segundo o delegado, Robson deve ser autuado por feminicídio e posteriormente conduzido para uma audiência de custódia, no Fórum Henoch Reis. Segundo o delegado, ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. “Ele não levou em consideração que a esposa estava grávida, isso é um agravante e por isso está sendo autuado por feminicídio”, esclareceu.

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