Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
ZONA SUL

Moradores usam água de igarapé para ajudar a apagar incêndio no Crespo

Nove viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foram deslocadas para a contenção do fogo



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23/02/2020 às 15:49

Um incêndio que se iniciou em uma residência e atingiu outras 15 casas, na tarde deste domingo (23), deixou quase dezesseis famílias desabrigadas. Moradores do beco Magalhães Barata, local onde ocorreu o Incidente, se revezaram para conter as chamas, retirando água de um igarapé das proximidades, que dá acesso ao bairro Crespo, na zona sul de Manaus.

Segundo populares que tiveram suas casas incendiadas, o fogo se originou de uma residência onde um homem, identificado apenas como 'Picasso', durante uma suposta traição, ateou fogo em um colchão, que logo atingiu outras residências. Ele não foi encontrado no local.



"Ele soube que a mulher estava traindo ele, aí tocou fogo no colchão. Ele vai ser 'cobrado'", relembrou uma moradora do beco.

O Corpo de Bombeiros Militar (CBM-AM) foi acionado, mas, segundo populares, o primeiro carro que chegou não tinha água no reservatório. "Todo mundo aqui se uniu e tirou água do igarapé mesmo, pra poder conter o fogo", disse um adolescente de 13 anos. 

Um segundo carro deu suporte e conseguiu controlar o fogo. O assessor do CBM-AM, Denis Ferreira, explicou sobre a armazenagem máxima, de acordo com a estratégia operacional do Órgão.

"O que ocorre é que a viatura tem autonomia de 5 mil litros. Os bombeiros utilizam o mínimo de água possível e fazem a desmontagem e montagem da linha de combate, conforme a estratégia de combate a incêndio. Fora isso, o Corpo de Bombeiros está dotado de viaturas de apoio para reabastecimento para este tipo de ocorrência", enfatizou.

A Secretaria Estadual de Assistência Social (Seas) e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) estiveram prestando apoio social aos desabrigados, efetuando cadastros através de formulários, junto à Defesa Civil, para que as famílias sejam alocadas em instituições filantrópicas parceiras dos Órgãos.

"Nós iremos encaminhá-los para locais como a Vila Olímpica, igrejas, escolas e outras instituições parceiras", destacou a secretária da SEAS, Márcia Sahdo.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, por meio do 7° Distrito Integrado de Polícia (DIP).

*Colaborou Izabel Guedes

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