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APURAÇÃO

Inquérito é instaurado para apurar se houve abandono de incapaz do pequeno André

A delegada Juliana Tuma revelou que, neste sábado (30), durante o dia, a equipe da Depca irá visitar o endereço da mãe biológica, identificada apenas como “Dinamarca”, para colher mais informações sobre o caso 30/04/2016 às 14:48
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Corpo do menino André Pereira Cresncenço, 6, continua no IML até que os exames necessários sejam concluídos (Reprodução: Antonio Menezes - 25/04/2016)
Kamyla Gomes Manaus (AM)

“Há muita coisa a ser esclarecida nesse caso”, disse a delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Juliana Tuma, na manhã desta sexta-feira (29), sobre o caso do pequeno André Pereira Crescenço,  6, que foi encontrado morto na última terça-feira no igarapé do Parque do Mindu, no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul.

A delegada Juliana Tuma revelou que, neste sábado (30), durante o dia, a equipe da Depca irá visitar o endereço da mãe biológica, identificada apenas como “Dinamarca”, para colher mais informações sobre o caso.

A criança desapareceu no último domingo, por volta das 13h, na rua Ipanema, conjunto Amazonino Mendes, Novo Aleixo, Zona Norte, nas proximidades da casa onde morava com os pais adotivos.  A criança jogava bola na rua quando, segundo uma moradora, caiu em um bueiro. Naquele dia chovia muito e o pai adotivo do menino, o autônomo Davison Lúcio Pereira, 31, estaria lavando a calçada de casa

A delegada informou também que o autônomo e testemunhas seriam ouvidos durante a manhã e tarde de ontem.   Tuma ressaltou que foi instaurado procedimento para apurar o crime de abandono de incapaz.

“É necessário que haja uma investigação para saber se houve abandono dessa criança, já que a mesma estava jogando bola na rua, sob forte chuva e perto de um bueiro. O questionamento que surge é se a criança tinha o necessário discernimento para estar naquele local, sem a supervisão de um adulto”, disse a delegada.

Conforme a PC, foi instaurados todos os procedimentos necessários para apurar o caso. Durante a coletiva realizada na sede da Delegacia Geral, no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste,  a delegada explicou que o corpo da criança não será liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) até que os exames necessários sejam concluídos. Juliana informou que os depoimentos serão necessários para que se possam chegar ate a mãe e pai biológicos do menino.

“A perícia e o IML têm prerrogativas para manter a tutela desse corpo até que se esgotem os exames periciais necessários para a elucidação do caso. O instituto tem um prazo razoável de trinta dias para entregar os laudos, mas por se tratar de uma criança, foi firmado um compromisso de que eles serão entregues em um prazo de sete a dez dias, provavelmente quando sairão os laudos. O resultado da necropsia é indispensável para que a gente aponte se realmente houve um afogamento”, finalizou a delegada.

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