Publicidade
Manaus Hoje
estupro coletivo

Jovem é estuprada por três homens na Zona Centro-Oeste de Manaus

Estudante de 24 anos fez sexo consentido com um dos acusados antes do abuso. Ela contou que pedia para eles pararem e que a reação dos acusados era apenas rir dela 13/06/2016 às 10:05
Show fotorcreated
Agnaldo, Harllem e Vitor foram encaminhados para a Vidal na tarde de sexta-feira (10). Fotos: Divulgação/PCAM
Dani Brito Manaus (AM)

"Eu pedia para eles pararem, mas a reação era apenas de rir de mim”, assim a estudante de 24 anos descreveu os momentos que passou dentro de uma casa de uma colega no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste, na manhã da última sexta-feira (10). O crime ocorreu vinte dias após uma jovem de 16 anos sofrer um estupro coletivo no Rio de Janeiro. Em Manaus, a estudante procurou o 17º Distrito Integrado de Polícia (DIP) após ser violentada e três responsáveis pelo abuso foram presos.

Em entrevista exclusiva ao A Crítica, a vítima contou que já conhecia um dos acusados identificado como Agnaldo Soares Vasconcelos Júnior, 21. “Estávamos em uma festa de música sertaneja e, na saída, fui a casa dele. Quando estávamos lá, por volta das 5h30, chegaram dois amigos dele e ficamos conversando na sala. Depois disso, eu e Agnaldo fomos para o quarto e fizemos sexo com o meu consentimento”, revelou a estudante.

Depois disso, Agnaldo teria saído do quarto e nesse momento os dois colegas, Herllan Frank de Souza Ferreira, 23, e Vitor Lima Campos, 20, entraram no cômodo e a violentaram. “Eles tiraram a minha roupa e começaram a fazer sexo comigo forçado. Eu implorei para eles pararem, mas pareciam estar se divertindo com aquela situação. Esse tormento durou cerca de 10 a 15 minutos”, lembrou. Na noite anterior, todos tinham consumido bebidas alcoólicas.

Essa foi a primeira vez que ela saiu com Agnaldo. “Nunca imaginei que ele fosse capaz disso porque, por mais que eu tenha tido relação com ele, isso não lhe dava o direito de deixar os amigos fazerem isso comigo”, disse.

Após o ocorrido, um dos acusados ainda chegou a levá-la em casa. “Eu disse que iria à delegacia, mas eles achavam que eu iria me acovardar. Cheguei em casa, troquei de roupa e fui registrar a denúncia”, ressaltou. No mesmo dia, a equipe do 17º DIP foi a casa de Agnaldo e realizou a prisão dos três envolvidos, que foram autuados em flagrante por estupro.

Após o fato, a estudante precisou sair de casa, pois começou a receber ameaças indiretos por parte dos amigos dos autores. Os três suspeitos negaram o crime e alegaram que a relação sexual foi consentida. A reportagem tentou falar ontem (12) com o delegado titular do 17º DIP, Carlos Augusto, mas sem sucesso.

Publicidade
Publicidade