Domingo, 18 de Agosto de 2019
No banco dos réus

Inicia o julgamento do caso Marcelaine Schumann no Tribunal do Júri

Segundo o juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony, o julgamento deve ser suspenso às 21h de hoje e retornar só amanhã devido ao número de réus



marce_2.JPG A socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, foi apontada como mandante da tentativa de assassinato de Denise Almeida da Silva, 34. As duas dividiam, segundo a polícia, o mesmo amante: o empresário Marco Souto / Aguilar Abecassis
01/06/2016 às 10:33

Com o plenário lotado por estudantes de Direito e familiares dos réus, iniciou na manhã desta quarta-feira (1º) o julgamento da socialite Marcelaine Santos Schumann, de Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha”; de Charles Lopes Castelo Branco, o “Mac Donald’s”; de Karen Arevalo Marques; e Edney Costa. O julgamento promete ser longo e a previsão é que termine somente amanhã (2), segundo o juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri  Mauro Antony.

O motivo para a duração longa do julgamento apontado pelo magistrado é o número de réus, de testemunhas e de advogados. Mauro Antony disse que, se o caso entrar pela noite, o julgamento deve ser suspenso provavelmente às 21h e retornar amanhã às 8h.

Os réus

Os réus entraram no Tribunal do Júri algemados e apenas dois deles, Rafael e Charles, estão vestindo o uniforme amarelo do presídio. Marcelaine e Karen estão vestindo roupa de civil. A socialite está de calça jeans, blusa branca e sandália de salto preta, porém com os cabelos desalinhados. De acordo com o juiz Mauro Antony, houve um pedido da defesa de Marcelaine para que a ré se apresentasse com roupa civil e o pedido foi deferido para todos os réus.

A defesa

O advogado Eguinaldo Moura, que está fazendo a defesa de Marcelaine, informou que o caso terá uma reviravolta. Segundo ele, a ré promete contar a verdade, pois o que falou anteriormente nos autos não era a verdade e que agiu sob a orientação dos advogados que naquele momento faziam a sua defesa. Já os advogados de Karen, os irmãos Deiwes e Fernando Almeida disseram que vão defender a tese de negativa de participação e os advogados dos demais réus preferiram não falar.

Entenda o caso

A socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, foi apontada como mandante de um assassinato em Manaus: ela teria arquitetado a morte da “rival” em um triângulo amoroso, Denise Almeida da Silva, 34. As duas dividiam, segundo a polícia, o mesmo amante: o empresário Marco Souto. Os três eram casados, mas mantinham relacionamentos extraconjugais.

A vítima, Denise Almeida, foi alvejada com dois tiros no dia 12 de novembro de 2014 dentro do carro dela, quando saía do estacionamento da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus. Denise foi surpreendida por um homem que bateu no vidro do carro e efetuou três disparos. Denise foi hospitalizada e sobreviveu. Segundo a polícia, o objetivo era matar ou deixar a vítima aleijada.

Marcelaine foi denunciada pelo Ministério Público do Estado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, seguindo o inquérito produzido pela Polícia Civil do Amazonas. Ela poderá ficar presa durante 15 anos em regime fechado caso seja condenada a pena máxima, segundo o juiz Mauro Antony, responsável pelo caso, que corre em segredo na Justiça.

Marcelaine foi presa pela Polícia Federal no dia 5 de janeiro de 2015 dentro do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes ao chegar de uma viagem de Miami, nos EUA, onde estava desde dezembro de férias com o marido, o empresário Edmar Costa. Ela teve voz de prisão decretada dentro da aeronave. Ela foi levada pela Polícia Federal (PF) ao Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, no KM 8 da rodovia BR-174.

Mais prisões

Na época, a polícia também prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento no crime: Rafael Leal, o “Salsicha”, o autor dos disparos contra a universitária; Charles “Mac Donald”, o negociador; Karen Arevalo, responsável por conseguir o revólver; e o vigilante Edney Costa Gomes, 27, preso no dia 19 de dezembro. Segundo a polícia, ele seria o responsável por indicar e fornecer contatos do primo dele, Charles Mac Donald’s, e de Rafael Leal. Eles receberiam R$ 6,5 mil de Marcelaine.

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