Publicidade
Manaus Hoje
FALTA DE SEGURANÇA

Lojistas e clientes criticam constantes assaltos no Centro de Manaus

Última ocorrência foi registrada em uma loja da rede O Boticário, arrombada no início da manhã de ontem. Vítimas afirmam que os crimes se repetem pela falta de segurança e policiamento na área 11/03/2017 às 05:00 - Atualizado em 11/03/2017 às 09:10
Show vidro
Foto: Divulgação
Dani Brito Manaus (AM)

Uma cena que representa a atual situação de segurança do Centro chocou os frequentadores e lojistas que passam diariamente pela rua Quitino Bocaiúva. Uma loja da rede O Boticário teve as portas arrombadas e os vidros quebrados durante um furto ocorrido na madrugada de ontem.

A ocorrência foi atendida por policiais da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), logo no início da manhã de ontem. A equipe de reportagem procurou os funcionários de loja, porém, ninguém foi autorizado a falar.

O fato é que esse tipo de crime se repete. “Tive minha loja assaltada no final do ano passado. Duas mulheres e um homem entraram aqui e com uma arma de fogo nos ameaçaram e roubaram dinheiro, celulares e produtos da loja. Hoje quando cheguei aqui e vi a cena, fiquei trêmula, me veio em mente tudo que passei naquele dia. É um trauma que levo na minha vida”, destacou a lojista Gisele Pantoja, 33, que trabalha no Centro há 13 anos.

A reclamação chega a ser comum entre os trabalhadores do local. O proprietário de uma loja de confecções, Edson Medeiros, 38, trabalha na rua Dr. Moreira desde 2010, e teve as portas da loja arrombadas na madrugada de terça-feira. “Quando cheguei aqui me deparei com as portas quebradas e a loja toda revirada. O bandido trocou de roupa aqui dentro e ainda deixou as roupas sujas jogadas no meio da loja. Tive um prejuízo de R$ 2 mil. Há três meses já tinham tentado entrar aqui outra vez. Vivemos um eterno pesadelo”.

Segundo as vítimas, os infratores são “moradores de rua” que tomam conta do Centro durante à noite. Um empresário de 64 anos, que atua naquela parte da cidade há 50 anos, disse que durante todo o tempo em que trabalha lá, nunca viveu uma realidade tão triste. “O Centro está morrendo aos poucos e ninguém faz nada para impedir. Hoje em dia percebo que cenas que antes escandalizavam a população estão sendo vistas com uma certa naturalidade. Usuários de drogas estão tomando conta de tudo, usando drogas na frente de todos sem nenhuma preocupação”, disse.

Ainda, segundo ele, o problema é tanto de segurança pública, quanto social. “Estamos falando de pessoas que se dizem moradores de rua, guardadores de carro, mas que na verdade são pessoas tomadas pelo vício e por conta disso, roubam, furtam, matam e fazem da vida das pessoas de bem um verdadeiro inferno”, destacou o empresário, ressaltando que todos os dias vai para casa preocupado em saber como vai encontrar o estabelecimento dele no outro dia.

Os lojistas denunciaram que os infratores ainda sujam tudo, chegando a defecar no chão.

O fato é de conhecimento do delegado do 24º DIP, Aldeney Goes. “A área tem concentração maior de pessoas durante o dia. À noite e madrugada o efetivo diminui e é exatamente ai que os infratores agem”, disse.

Publicidade
Publicidade