Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Em Carta

Mãe do sargento Lucas acusa casal de ter sido mandante da morte do filho

Em seu relato, Livânia Guimarães afirma que não tem dúvidas de que Joabson Gomes e Jordana Freire foram os mandantes da morte Lucas Guimarães



lucas-dono-do-cafe_038BDF8C-E315-464F-BBC3-89DF5F1233DC.jpg Foto: Reprodução/Internet
30/11/2021 às 17:50

A mãe do sargento Lucas Guimarães, morto a tiros em uma cafeteria no dia 1º de setembro, divulgou uma carta aberta nesta terça-feira (30), onde desabafa sobre o andamento do caso. Em seu relato, Livânia Guimarães afirma que não tem dúvidas de que os culpados sejam o casal de empresários, Joabson Gomes e Jordana Freire, principais suspeitos de ordenarem o crime, e diz ainda que acredita nos trabalhos da Polícia e da Justiça do Amazonas. Leia aqui o relato na íntegra.

“Ele foi vítima de um casal que não temos dúvidas de serem os culpados, ratificadamente principais suspeitos para a Polícia. Estes são cônjuges que todos desta cidade conhecem, que não souberam resolver os problemas maritais e que acharam como solução matar meu filho. Mas, ironicamente, o real problema deles continua vivo: a traição. Matar alguém não resolve problema algum, cria-se outro.  Agora eles terão que enfrentar de fato seus reais problemas além dos que criaram”, relata.



Na carta, Livânia destaca o trabalho das Forças de Segurança, que trabalham de forma integrada para elucidação do caso. Segundo ela, seu filho hoje representa todos os militares do Exército Brasileiro e a Força de Segurança do estado, representada pelos policiais. “Essa força foi afrontada! Quem defende a pátria e a sociedade tem direito de ser defendido e protegido também. Mata-se um militar e fica por isso mesmo? NÃO! Não... e não!”, desabafou a mãe do sargento.

Em seguida, Livânia comenta sobre o assassino confesso do crime, Silas Ferreira da Silva, preso no dia 22 de novembro. Segundo a polícia, ele confessou na delegacia que recebeu R$ 65 mil para executar o crime, e gastou R$ 5 mil desse valor na compra de uma motocicleta e o resto em festas, drogas e bebidas.

Livânia também cita comentários do titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ricardo Cunha, sobre a prisão de Silas, e destaca que acredita nas palavras do delegado e que a Especializada faz um trabalho sério. “As investigações estão todas muito bem delineadas. As investigações não vão parar e estão em andamento para fazer a ligação com possíveis mandantes do crime... Já se tem muito material levantado”, afirmou o delegado.

Em seguida, a mãe do sargento convida estudantes e professores de Direito e de outras áreas das Ciências Humanas a acompanharem e terem como objeto de estudo e conhecimento o caso da morte do Sargento Lucas. Segundo Livânia, as peças do caso são relevantes para a aplicabilidade do Direito Criminal, e ainda para construir um pensamento crítico acerca da política de segurança, além de possibilitar também a análise comportamental pelo perfil psicológico dos envolvidos no crime.

Por fim, Livânia encerra a carta trazendo a mensagem de que é preciso descontruir o pensamento que muitos afirmam que “em nosso país, quem tem dinheiro compra as leis, manipula e sai impune”. “É importante entender que pessoas de alto poder aquisitivo, assim como as que não o têm - que são a maioria - possuem o mesmo direito à justiça feita por homens e mulheres que sabem qual papel a exercer perante a lei”, afirmou.

“Quero aproveitar para agradecer às pessoas que se sensibilizaram com nosso sofrimento e estão sendo empáticas conosco, colaborando e manifestando o pedido por justiça. Somente somando forças pelo que é justo e verdadeiro conseguiremos transformar nossas vidas para melhor”, finalizou a mãe do sargento, destacando um versículo bíblico que afirma que o fruto da justiça será a paz.


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