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Manaus Hoje
‘Não foi minha intenção’

Marcelaine pede perdão à Denise durante julgamento: ‘não foi minha intenção’

A acusada de mandar matar a rival em um triângulo amoroso confirmou o caso extraconjugal com Marcos Souto, e disse que passou a ter o amante após o marido ficar doente da próstata 01/06/2016 às 17:56 - Atualizado em 01/06/2016 às 18:04
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Vinicius Leal e Joana Queiroz Manaus

A ré Marcelaine Santos Schumann, acusada de arquitetar uma tentativa de homicídio em Manaus há um ano e meio, pediu perdão à Denise Almeida, vítima do crime e sua rival em um triângulo amoroso, durante o interrogatório no julgamento do caso realizado desde a manhã desta quarta-feira (1º) no Tribunal do Júri, na capital amazonense.

“A minha intenção nunca foi tirar a vida da Denise, mas eu estava tomada por um momento muito ruim da minha vida, de instabilidade emocional. Peço que me perdoe”, disse a ré durante interrogatório. Marcelaine falou ao juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, ao promotor de Justiça Rogério Marques e aos advogados de defesa.

O interrogatório de Marcelaine começou por volta das 15h e durou cerca de duas horas. Ela confirmou o caso com Marcos Souto e disse que passou a ter um amante logo após o marido dela ficar doente da próstata. Segundo Marcelaine, o relacionamento extraconjugal durou cerca de sete anos e, nos últimos dois anos, Marcos passou a ter uma segunda amante: a Denise. De acordo com Marcelaine, a rival no triângulo amoroso a perseguia.

Marcelaine confirmou que conhecia o outro réu no julgamento, Charles McDonald, que à época trabalhava em um banco da cidade que ela frequentava. A acusada confirmou também que entregou a Charles uma fotografia de Denise. Marcelaine disse ainda que Marcos Souto lhe devia dinheiro. Ao final, ela disse que se arrependia do crime e que não tinha intenção de matar Denise.

Julgamento

O “caso Marcelaine” envolve cinco réus: Marcelaine Schumann, Rafael Leal, o “Salsicha”, o autor dos disparos contra Denise; Charles “Mac Donald”, o negociador; Karen Arevalo, responsável por conseguir o revólver; e o vigilante Edney Costa Gomes, 27, preso no dia 19 de dezembro.

Denúncia

Conforme denúncia feita pelo Ministério Público, a ré Marcelaine teria arquitetado e mandado matar Denise, sua rival em um triângulo amoroso. As duas eram casadas, mas compartilhavam o mesmo amante, o empresário Marcos Souto, que também era casado. Marcelaine teria contratado Rafael para dar uma surra em Denise ou matá-la.

Interrogatórios

Também foram interrogados pelo juiz, e responderam perguntas de advogados e do Ministério Público, os outros envolvidos no triângulo amoroso: Denise Almeida e Marcos Souto. Também falaram o delegado Paulo Martins, que presidiu o inquérito policial que denunciou Marcelaine e os outros réus; a delegada Geórgia Cavalcante, também assinante do inquérito, o policial civil Geraldo Filho, e o perito José Maurício, que assinou o laudo médico sobre o caso.

O crime

A vítima, Denise Almeida, foi alvejada com dois tiros no dia 12 de novembro de 2014 dentro do carro dela, quando saía do estacionamento da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus. Denise foi surpreendida por um homem que bateu no vidro do carro e efetuou três disparos. Denise foi hospitalizada e sobreviveu. Segundo a polícia, o objetivo era matar ou deixar a vítima aleijada.

Marcelaine foi denunciada pelo Ministério Público do Estado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, seguindo o inquérito produzido pela Polícia Civil do Amazonas. Ela poderá ficar presa durante 15 anos em regime fechado caso seja condenada a pena máxima, segundo o juiz Mauro Antony, responsável pelo caso, que corre em segredo na Justiça.

Prisões

Marcelaine foi presa pela Polícia Federal no dia 5 de janeiro de 2015 dentro do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes ao chegar de uma viagem de Miami, nos EUA, onde estava desde dezembro de férias com o marido, o empresário Edmar Costa. Ela teve voz de prisão decretada dentro da aeronave. Ela foi levada pela Polícia Federal (PF) ao Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, no KM 8 da rodovia BR-174. Os outros réus também estão presos.

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