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Marcelaine Schumann sofria extorsão na cadeia, afirma juiz

Um bilhete foi encontrado durante uma revista dentro da cela de “Salsicha”, autor dos disparos contra a empresária Denise Almeida da Silva 28/04/2016 às 04:50 - Atualizado em 28/04/2016 às 10:56
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Bilhetes encontrados após revista na cela de Rafael Leal e confirmado a autoria dele por meio de exame grafotécnico apontam que ele extorquia, junto com Karen Azevedo, a empresária Marcelaine Schumann (Evandro Seixas)
Joana Queiroz

O juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri Mauro Antony declarou que recebeu o laudo pericial do Instituto de Criminalística (IC) na qual comprova que a letra encontrada em três bilhetes na cela do interno Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha” é de autoria dele. Salsicha é o autor dos disparos contra a acadêmica de direito Denise Almeida da Silva, 35, no estacionamento de uma academia, no Centro, no dia 12 de novembro de 2014, e de acordo com as investigações, a mando da empresária Marcelaine Schumann.

Nos escritos, Salsicha convida a comparsa Karen Arevelo para extorquirem Marcelaine. No primeiro bilhete, com data de 22 de outubro de 2015, ele pede para Karen perguntar de Marcelaine, que ele chama de “madame”, o valor que ela pagou para o Charles Mac Donald’s Castelo Branco (que foi quem o contratou para executar o crime), e exige que ela pague o restante dos R$ 7 mil,  que seria R$ 5 mil. “Caso contrário, o bicho vai pegar”, diz no bilhete. Ele também planeja pegar o dinheiro da empresária e sair da cadeia o mais rápido possível.

Salsicha planeja pegar o dinheiro de Marcelaine, colocar em uma conta bancária aberta em nome de terceiros, e após sair da cadeia com Karen, “ganhar o mundo”. No bilhete, o interno pede para que a comparsa arrume umas meninas solteiras para os “manos” que estão presos na mesma unidade. O preso quer ainda que Marcelaine ajude seus familiares, que segundo ele, estão passando necessidades.  Ele finaliza o bilhete colocando as siglas das facções criminosas FDN (Família do Norte) e CV (Comando Vermelho).

O juiz disse que o laudo foi juntado aos autos e foi dada ciência ao Ministério Público e a defesa dos réus para se pronunciarem. Mauro Antony disse que os bilhetes foram pegos durante uma revista pelo pessoal da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). “No teor dos escritos, Salsicha fazia exigências para uma das acusadas e a perícia constatou que a letra era dele.

Uma semana

O diretor do Departamento de Polícia Técnico-Cientifico (DPTC) Jeferson Mendes disse, ontem,  que o perito que realizou o exame grafotécnico nos bilhetes de Salsicha dedicou uma semana para realizar o trabalho. Ele foi até o Centro de Detenção Provisória (DCP) onde foi coletado o padrão gráfico do preso que foi usado para fazer a comparação com as letras dos bilhetes apreendidos. O resultado deu positivo para Salsicha.

O  secretário de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, confirmou que o bilhete foi encontrado após uma revista dentro da cela de Rafael, que está preso CDP, no quilômetro 8, da BR 174 (Manaus Boa Vista).

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