Sábado, 08 de Maio de 2021
Latrocínio

Marítimo é assassinado com um tiro em casa durante assalto no Cidade de Deus

Os suspeitos teriam entrado no local com a permissão de uma funcionária da casa, onde também funciona um salão de beleza



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20/12/2020 às 12:28

O capitão fluvial José Carlos Batalha Fernandes, 48, morreu após ser alvejado com um tiro no pescoço, na noite de sábado (19), durante um assalto em sua casa, que também funciona como salão de beleza. O latrocínio (roubo seguido de morte) ocorreu na rua Gaspar de Madre Deus, no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte de Manaus.

Segundo informações da polícia, os criminosos chegaram ao imóvel em uma picape Montana, de cor preta, de placa OAD-5H25, com restrição de roubo. Dois homens entraram armados com a permissão de uma funcionária, identificada como Amanda Gabrielly.



Os criminosos renderam uma cliente do salão, duas funcionárias e a filha da vítima. Com pistolas, os bandidos começaram a fazer a limpeza e seguiram para a sala do imóvel, onde estava o marítimo e um amigo.

Ao escutar os gritos, José Carlos se levantou e foi surpreendido por um dos assaltantes. O marítimo acabou atingido com um tiro no rosto e morreu no local. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve na ocorrência e confirmou a morte.

Os bandidos fugiram com pertences das vítimas. O veículo que havia sido roubado no mesmo dia, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, foi abandonado na rua São Bento, no bairro Cidade de Deus.

O veículo passou por perícia no pátio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na manhã deste domingo (20).

Ao A CRÍTICA, o cunhado da vítima, de 35 anos e que não quis se identificar, disse que os criminosos estavam violentos durante o assalto. Na fuga, o trio levou celulares e uma carteira com documentos do marítimo.

"Dois criminosos entraram com pistolas cromadas, enquanto outro ficou na direção do carro. Pelas características, o crime já estava planejado. Eles sabiam da movimentação e que só tinha mulheres. Acredito que os assaltantes não contavam com a presença do meu cunhado, que se requer reagiu", disse.

A polícia suspeita que o crime foi arquitetado. Todas as vítimas deverão prestar depoimento. Uma funcionária que estava há dois dias trabalhando esqueceu uma mochila com documentos, inclusive um cartão de vale transporte em nome do pai dela. Conforme os familiares,  Amanda Gabrielly  foi quem abriu a porta para os criminosos.

Após exames de necropsia no Instituto Médico Legal (IML), o corpo do marítimo seguiu para o município de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), onde acontece velório e sepultamento. A vítima trabalhava há mais de dez anos na empresa de navegação Valdomiro Lustosa, que está prestando todo serviço fúnebre.

O caso foi registrado na DEHS, mas as investigações serão atribuídas pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).


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