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Manaus Hoje
Acusado por paciente

Ginecologista nega estupro de paciente e afirma que relação foi ‘consensual’

O médico, que não teve a identidade revelada pela polícia, prestou depoimento no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele foi ouvido pelo delegado titular Paulo Benelli e estava acompanhado de um familiar, que não quis falar com a imprensa 07/10/2016 às 18:56 - Atualizado em 08/10/2016 às 11:10
Show m dico acusado de estupro
Na saída da delegacia, o médico, que é casado, também não falou com a imprensa e saiu com o rosto coberto. Foto: Evandro Seixas
Oswaldo Neto Manaus

O médico de 50 anos suspeito de estuprar uma mulher durante uma consulta médica prestou depoimento à polícia na noite desta sexta-feira (7). Na versão dele, o crime de estupro não ocorreu e a relação sexual com a paciente foi consensual, pois ela teria se insinuado. De acordo com a polícia, laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve elucidar o caso.

O médico, que não teve a identidade revelada pela polícia, prestou depoimento no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP).  Ele foi ouvido pelo delegado titular Paulo Benelli e estava acompanhado de um familiar, que não quis falar com a imprensa. A oitiva durou cerca de 1h30.

Na saída da delegacia, o médico, que é casado, também não falou com a imprensa e saiu com o rosto coberto.

De acordo com o advogado do médico, Wilson Justo, a versão da vítima é contraditória. "Uma pessoa que é estuprada grita, clama por socorro. Ela entrou andando e saiu andando do consultório. Em nenhum momento houve qualquer tipo de agressão. Ele também não sabe porque ela fez isso", disse Wilson.

O delegado titular do 10º DIP, Paulo Benelli, informou que o inquérito policial tem prazo máximo de 30 dias para ser encaminhado à Justiça. Ele destacou que exames do IML devem comprovar se houve ou não lesão contra a vítima. "Vamos aguardar o resultado desses laudos. Eles devem sair até terça-feira. Também vamos ouvir outras testemunhas. Amigos dela afirmam que ela saiu chorando do consultório, mas estamos convocando outras testemunhas", disse ele.

Benelli ainda informou que os dois envolvidos negam qualquer relação amorosa, apesar da vítima ser examinada pelo suspeito há seis anos. "Ele diz que os dois se viam uma vez por ano ou a cada dois anos no consultório e era um contato esporádico. Ele afirma que só sabia o primeiro nome dela e nunca trocaram qualquer mensagem".

Ainda segundo o delegado, outras pacientes do suspeito foram procuradas e até o momento não há indícios de outros casos semelhantes.

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