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Manaus Hoje
Pânico dia e noite

Moradores do Shangrilá 4 têm medo de ser assaltados 24 horas por dia

Quem mora no bairro tem medo de sair à rua e até ficar na parada de ônibus devido a ação de criminosos 20/04/2016 às 06:00 - Atualizado em 20/04/2016 às 08:52
Joana Queiroz Manaus (AM)

Moradores da avenida F e das ruas 7 e 8 do bairro Shangrilá 4, Zona Centro-Sul, estão sendo alvo de assaltantes que chegam a pé, de motocicletas, de táxi e até carros de passeio, a qualquer hora do dia e da noite. Os assaltos acontecem em via pública, nas paradas de ônibus e em estabelecimentos comerciais, deixando as pessoas assustadas com os crescentes casos de assaltos. 

“A polícia passa sempre aqui, mas estão com dificuldade de fazer um policiamento mais presente por falta de viaturas. É o que eles dizem”, relatou o motoboy Marcos Paixão, 21. Por volta das 16h da desta terça-feira (19), o mercadinho JR, na avenida F, foi assaltado.

De acordo com a dona do estabelecimento Nilce Lopes, 38, ela estava em frente ao mercadinho quando viu a motocicleta parando. O que estava na garupa desceu andando na direção dela. “Eu senti que eram assaltantes e eles iam me pagar”, disse a mulher.

A comerciante disse que ainda deu tempo para ela correr em direção a casa onde ela mora e gritar pelo marido, mas ele não ouviu. O assaltante, que portava uma arma de fogo, entrou no mercadinho e levou todo o dinheiro que estava no caixa. O assalto foi filmado pelas câmeras de segurança do estabelecimento e as imagens foram entregues à polícia.

O adolescente S.G. 14, também foi assaltado na terça-feira, quando voltava da escola por volta das 17h. O assalto ocorreu na rua 8. Ele explicou que estava chegando em casa quando parou um carro modelo Gol de cor branca e placas não identificadas. Um homem branco, alto e forte desceu do carro dizendo “perdeu, perdeu, passa o celular”.

De acordo com o estudante, o ladrão não levou só o celular, mas a mochila com os livros, cadernos e todos os documentos. Nesta terça-feira (19), S.G. foi para a  escola levando de baixo do braço só um caderno, pois os livros ele vai ter que comprar de novo, assim como correr atrás de conseguir documentos pessoais e cartão do banco, já que trabalha em uma empresa como jovem aprendiz.

No final da avenida F é onde fica o mercadinho da família da estudante Eva Monique Santos Silva, 14 anos, morta com um tiro de na cabeça disparado por um assaltante. A morte da adolescente deixou os moradores do local ainda mais assustados e com medo do ataque dos ladrões. Mesmo porque, até ontem, os criminosos que mataram a estudante não haviam sido presos.

Insegurança nas paradas

Os moradores do Sangrilá 4, principalmente os estudantes, não ficam mais nas paradas de ônibus esperando o coletivo passar. Os passageiros ficam nos pátios das casas próximas às paradas e quando o ônibus vem,  correm para o ponto. Essa é a forma de se protegerem do ataque dos ladrões.

De acordo com a comerciante Nilce Lopes, os moradores dessas ruas e comerciantes criaram um grupo no WhatsApp para ajudarem uns aos outros a se protegerem dos criminosos. “Nós ficamos observando a movimentação das ruas e quando aparece uma motocicleta ou um carro que a gente suspeita colocamos  a informação na rede”, disse a comerciante.

O motoboy Marcos Paixão diz que a maioria dos criminosos está caracterizada de mototaxista. Eles usam uniformes e capacetes semelhantes.

Filmagens

O motoboy  Marcos Paixão disse que foi vítima de assalto quando trabalhava em um mercadinho e que o ladrão o obrigou a ficar de joelhos enquanto recolhia dinheiro e mercadorias do estabelecimento. De acordo com ele, os vizinhos têm várias imagens de assaltos  que são passadas para a polícia, mas não há retorno.

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